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Referendo na Turquia: principal partido da oposição pede recontagem parcial dos votos

DENIZ TOPRAK/EPA

O Partido Republicano do Povo criticou a decisão da Comissão Eleitoral de aceitar como votos válidos os boletins que não possuíam o seu carimbo oficial

O principal partido da oposição turca pediu a recontagem de 37% dos votos expressos no referendo deste domingo sobre a revisão constitucional, após denunciar irregularidades no sufrágio.

O Partido Republicano do Povo (CHP, social-democrata e principal força da oposição) criticou a decisão da Comissão Eleitoral de aceitar como votos válidos os boletins que não possuíam o seu carimbo oficial.

O vice-presidente do CHP, Bulent Tezcan, considerou, em declarações aos media, que esta decisão implica que os resultados do referendo constitucional “vão enfrentar um sério problema de legitimidade”.

A Suprema Comissão Eleitoral anunciou esta decisão sem precedentes após muitos votantes terem referido que os boletins de voto que lhes foram fornecidos não possuíam o obrigatório carimbo oficial. A comissão considerou que os boletins de voto apenas podem ser considerados inválidos caso seja provado que foram introduzidos nas urnas de forma fraudulenta.

O voto no “sim” liderava quando estavam contados 98 por cento dos votos garantindo a vitória ao Presidente Recep Tayyip Erdogan. O CHP denunciou que estes números, que consideraram parciais, proveem da agência noticiosa semioficial Anadolu, e não são os resultados definitivos da Comissão eleitoral suprema.

O referendo converteu-se num plebiscito pela identidade da nação, e fraturou o país. Dos quatro partidos com representação parlamentar, dois apoiaram as alterações constitucionais (AKP e os ultranacionalistas do MHP), e dois fizeram campanha contra, os sociais-democratas do CHP e o pró-curdo HDP.