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Internacional

Colapso de montanha de lixo faz pelo menos 20 mortos no Sri Lanka

DINUKA LIYANAWATTE/REUTERS

Montanha de lixo com cerca de 91 metros de altura colapsou depois de ter pegado fogo. Residentes temem que mais pessoas estejam soterradas. No local onde ocorreu o incidente, são descarregadas diariamente 23 milhões de toneladas de lixo e 800 toneladas de resíduos sólidos suplementares.

Helena Bento

Jornalista

Pelo menos 20 pessoas, incluindo quatro crianças com idades entre os 11 e os 15 anos, morreram na sexta-feira na sequência do colapso de uma montanha de lixo em Kolonnawa, um subúrbio de Colombo, capital do Sri Lanka, anunciou uma fonte do hospital nacional daquela cidade.

A montanha de lixo, com cerca de 91 metros de altura, colapsou depois de ter pegado fogo. Cerca de 145 casas ficaram enterradas. O incidente ocorreu na sexta-feira à noite, quando se comemorava o Ano Novo local. A polícia estará a investigar se houve mão humana. Residentes temem que mais pessoas estejam soterradas.

O Presidente do país, Maithripala Sirisena, ordenou ao Exército e à polícia que dessem apoio aos bombeiros e centenas de soldados foram mobilizados para o local. As buscas de emergência foram suspensas no sábado à noite e retomadas este domingo de manhã, de acordo com o chefe da operação de resgaste, Sudantha Ranasinghe. Para este responsável, o “principal obstáculo” é mesmo não saber “quantas pessoas estão soterradas uma vez que ninguém tem vindo dar conta de familiares desaparecidos”. Citado pelo britânico “The Guardian”, Ranasingh garantiu que as buscas “vão continuar até o terreno estar completamente limpo”.

“Ouvimos um som muito forte, como um trovão. O telhado de nossa casa quebrou e começou a entrar uma água escura. Tentámos sair de casa, mas não conseguimos. Gritámos por ajuda e fomos depois socorridos”, disse um sobrevivente.

Outro residente, que se identificou como Mohamed, disse que três dos seus vizinhos estavam desaparecidos e que, segundo as suas contas, mais de 100 pessoas podiam estar soterradas.

O local onde ocorreu o incidente tem sido usado, nos últimos anos, para descarregar lixo. Diariamente, são descarregadas 23 milhões de toneladas de lixo e 800 toneladas de resíduos sólidos suplementares. Preocupados com os riscos que a lixeira a céu aberto comporta para a saúde, os habitantes tinham já denunciado várias vezes a situação.

No sábado, o primeiro-ministro do Sri Lanka, que se encontra neste momento numa visita ao Japão, garantiu que o Governo iria remover em breve a lixeira para outra zona. Ranil Wickremesinghe adiantou ainda que as 625 pessoas cujas casas foram destruídas ou ameaçadas pelo colapso estavam a ser realojadas em escolas nas imediações.