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White Helmets falam em mais de 100 mortos no atentado na Síria

AFP/Getty Images

Voluntários do grupo dizem ter retirado pelo menos 100 corpos do local onde ocorreu a explosão, na zona de Rashidin, um bastião rebelde a oeste da cidade síria de Alepo, onde se encontravam temporariamente os civis que foram evacuados de Fouaa e Kefraya, duas cidades maioritariamente habitadas por xiitas no nordeste do país e cercadas por forças da oposição, no âmbito de um acordo mediado pelo Qatar e pelo Irão

Helena Bento

Jornalista

O grupo de socorristas Capacetes Brancos (White Helmets) elevou para 100 o número de mortos no atentado deste sábado contra uma coluna de autocarros que transportava pessoas de duas localidades nos arredores de Alepo, no norte da Síria.

O atacante conduzia uma carrinha que deveria transportar ajuda alimentar, mas que acabou por explodir junto a uma coluna de 75 autocarros. O mais recente balanço do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR, na sigla em inglês) dava conta de pelo menos 43 mortos. A televisão estatal síria mostrou imagens dos corpos e autocarros carbonizados e atribuiu a autoria do ataque a “grupos terroristas”, referindo-se aos rebeldes da oposição.

Segundo a Associated Press (AP), os voluntários do grupo terão retirado pelo menos 100 corpos do local onde ocorreu a explosão, na zona de Rashidin, um bastião rebelde a oeste da cidade síria de Alepo, onde se encontravam temporariamente os residentes que foram evacuados de Fouaa e Kefraya, duas cidades maioritariamente habitadas por xiitas no nordeste do país e cercadas por forças da oposição.

A retirada de civis de localidades síria dá-se no âmbito de um acordo mediado pelo Qatar, apoiante dos rebeldes, e o Irão, aliado do Presidente sírio, que prevê que os civis e combatentes que se encontram em Zabani e Madaya, duas cidades localizadas perto da capital do país, Damasco, controladas pela oposição mas cercadas pelo Exército sírio e pelos seus aliados do grupo xiita libanês Hezbollah, abandonem a zona. Em troca, os civis que estão em Fuaa e Kafraya vão poder sair dos locais onde se encontram.

Na sexta-feira, mais de sete mil pessoas foram retiradas de Foua e Kafraya (cinco mil) e das localidades rebeldes de Madaya e Zabadani (2.200), segundo o Observatório.

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    Acordo mediado pelo Qatar, apoiante dos rebeldes, e o Irão, aliado do regime sírio, prevê que os civis e combatentes que se encontram em Zabani e Madaya, cidades controladas pela oposição e cercadas pelo Exército sírio, abandonem a zona. Em troca, os civis que estão em Fuaa e Kafraya, cidades maioritariamente habitadas por xiitas e cercadas por forças da oposição, vão poder abandonar os locais onde se encontram