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Aumenta para 126 o número de mortos no atentado contra autocarros de evacuação de civis

Observatório Sírio para os Direitos Humanos atualiza o número de vítimas dizendo que ainda vai aumentar e especificando que 68 eram crianças. Um bombista suicida fez explodir uma viatura contra uma coluna de autocarros que transportava pessoas de duas localidades nos arredores de Alepo.

De acordo com informações avançadas pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos, o ataque aconteceu na zona de Rashidin, um bastião rebelde a oeste da cidade síria de Aleppo, onde estavam estacionados vários autocarros que transportam cerca de 5 mil pessoas que começaram a ser evacuadas na sexta-feira de Foua e Kafraya. O último balanço avançado por esta organização não-governamental aponta para pelo menos 43 mortos.

O atacante conduzia uma carrinha que supostamente transportaria ajuda alimentar, e que acabou por explodir junto a uma coluna de 75 autocarros.

A televisão estatal síria mostrou imagens dos corpos e autocarros carbonizados, atribuindo a autoria do ataque a "grupos terroristas", termo habitualmente usado pelo regime de Bashar Al-Assad para se referir aos grupos rebeldes.

Esta sexta-feira milhares de pessoas começaram a ser retiradas de quatro localidades sírias onde viviam cercadas: Madaya e Zabadani, que são controladas pelos rebeldes, Fua e Kafraya, que estão no poder das forças governamentais. A evacuação tornou-se possível depois de um acordo alcançado entre os rebeldes e o governo sírio, que contou com a mediação do Qatar e do Irão. O operação encontrava-se neste momento suspensa devido a um desentendimento entre as partes quanto ao cumprimento do acordo.

As quatro cidades estão cercadas desde 2015, e, de acordo com as Nações Unidas, as pessoas que ainda se encontram no seu interior vivem em condições de vida "catastróficas".

[Notícia atualizada às 15h13 do dia 16 de março]

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