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Catarina Martins: “Nada justifica os bombardeamentos no Afeganistão” 

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, intervém durante o jantar de aniversário do Bloco de Esquerda, na Lousã, a 13 de abril de 2017.

PAULO NOVAIS/LUSA

Coordenadora do Bloco de Esquerda exige que a comunidade internacional condene o uso da arma de destruição maciça

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, afirmou na noite de quinta-feira, na Lousã, que “nada justifica os bombardeamentos no Afeganistão” pelas Forças Armadas norte-americanas.

“Hoje [quinta-feira] e depois de já ter feito um ataque na Síria, tão mal explicado e sem nenhuma legitimidade, [o Presidente dos EUA] Donald Trump decidiu fazer um novo bombardeamento” sem qualquer justificação, afirmou Catarina Martins, que falava em Foz de Arouce (Lousã), num jantar de apresentação de candidatos do BE a autarquias dos concelhos de Condeixa-a-Nova e da Lousã, no distrito de Coimbra. “Nada justifica estes bombardeamentos, nada justifica a violência a que assistimos hoje [quinta-feira]” no Afeganistão, sublinhou.

Também “é preciso dizer que Donald Trump mostra que é o que sempre disse que seria: uma ameaça aos direitos humanos no mundo”, sublinhou a coordenadora do Bloco de Esquerda. “Nada do que [Trump] faça pode ser compreendido" de outro modo, que não como uma ameaça aos direitos humanos no mundo”, sustentou.

No bombardeamento de quinta-feira no leste do Afeganistão, Trump “exibiu ao mundo uma nova arma de destruição maciça”, que significa que “a lógica da guerra está instalada em novos patamares”. “Que ninguém diga que pode compreender este ato de guerra ou que ele pode ter qualquer justificação”, apelou Catarina Martins, exigindo “uma condenação, sem nenhuma margem de dúvida, de toda a comunidade internacional, uma condenação pelo uso de arma de destruição maciça”.

A comunidade internacional “hoje não se pode esconder sob falsos pretextos, sob falsas desculpas ou compreensões do que é incompreensível”, defendeu, insistindo que foi usada “uma nova arma de destruição maciça” e que isso tem de ser condenado “sem nenhuma margem para dúvidas”, salientou.

Os EUA utilizaram, quinta-feira, a sua bomba não-nuclear mais potente, apelidada como “a mãe de todas as bombas”, no Afeganistão contra o grupo extremista autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), segundo um porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono).

Pela primeira vez na sua história, os Estados Unidos utilizaram, em modo de combate, a bomba GBU-43 Massive Ordnance Air Blast (MOAB), um gigantesco projétil desenhado para destruir complexos de grutas e túneis subterrâneos. O ataque com esta bomba, com cerca de 11 toneladas de explosivos, atingiu um “conjunto de grutas” na província de Nangarhar (zona leste do Afeganistão), território onde um soldado americano foi morto no passado fim de semana durante uma operação contra os jiadistas do Daesh.