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Sean Spicer: “Tomámos precauções para impedir baixas civis. Levamos muito a sério a luta contra o Daesh”

MICHAEL REYNOLDS

Em conferência de imprensa após o lançamento da “mãe de todas as bombas” sobre posições do Daesh no Afeganistão, o porta-voz da Casa Branca disse que os EUA “levam a luta contra o Daesh muito a sério” e que por isso consideram “ser necessário destruir o espaço operacional” do grupo radical

Helena Bento

Jornalista

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, confirmou esta sexta-feira, em conferência de imprensa, o lançamento de uma bomba G-43 no Afeganistão. A bomba, também conhecida como MOAB (iniciais de “Mother of All Bombs” ou “Mãe de Todas as Bombas), tinha como alvo posições do Daesh, em concreto um complexo de túneis usados pelos membros do grupo terrorista, situados em Achin, na província de Nangarhar, muito perto da fronteira com o Paquistão e a cerca de 200 quilómetros da capital, Kabul.

“Os Estados Unidos levam a luta contra o Daesh muito a sério” e, por isso, consideram “ser necessário destruir o espaço operacional do Daesh”, disse Sean Spicer em conferência de imprensa. O porta-voz, que foi muito breve nas suas palavras, remetendo todas as explicações para o Departamento da Defesa, garantiu que foram “tomadas todas as precauções para impedir baixas civis e danos colaterais”. Informou também que o Presidente dos EUA, Donald Trump, poderá falar por volta das 14h locais (19h00 em Lisboa).

A bomba termobárica (“fuel air ammunition”) provoca uma explosão quase tão potente como uma bomba atómica e consome todo o oxigénio da zona atingida. Em 1990/91 foi usada no ataque às defesas de Saddam Hussein, na primeira Guerra do Golfo, e há também indicações de ter sido também usada em 2001, na intervenção norte-americana no Afeganistão, que ocorreu depois do ataque às Torres Gémeas, a 11 de setembro de 2001.

No caso das bombas do modelo anterior (de seis toneladas e não de dez), o raio de morte era da ordem dos 600 metros, com aplainamento do terreno e destruição total de pessoas e material na zona atingida.

A bomba foi lançada no território onde Mark R. De Alencar, um soldado americano de 37 anos, foi morto no passado fim de semana durante uma operação contra os jiadistas do Daesh. Pertencia às Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos e foi o primeiro soldado norte-americano a morrer este ano no Afeganistão.

Segundo fontes da CNN, terá sido John Nicholson, comandante das forças militares americanas no Afeganistão, a autorizar o lançamento da bomba. A “Mãe de Todas as Bombas” foi lançada por um avião MC-130 da força aérea norte-americana, operado a partir do Comando de Operações Especiais da Força Aérea.

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    Conhecida como a “mãe de todas as bombas”, foi lançada na província de Nangarhar, próximo da fronteira com o Paquistão. A bomba termobárica provoca uma explosão quase tão potente como uma bomba atómica e consome todo o oxigénio da zona atingida. Norte-americanos dizem que tinham como alvo o Daesh