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Passageiro arrastado para fora de voo da United Airlines partiu o nariz e dois dentes

Os advogados e a filha de David Dao deram uma conferência de imprensa esta quinta-feira

KAMIL KRZACZYNSKI/REUTERS

Advogados de David Dao dizem que se preparam para processar a companhia aérea. Passageiro violentamente arrastado para fora do avião considera que a experiência foi mais traumática que a sua passagem pela guerra do Vietname

David Dao sofreu um forte abalo, ficou com o nariz partido e perdeu dois dentes da frente ao ser arrastado para fora do avião da United Airlines, indicaram esta quinta-feira os seus advogados, referindo que se preparam para processar a companhia aérea.

O advogado Thomas Demetrio disse que as companhias aéreas e a United em particular há muito que maltratam os passageiros.

David Dao, médico de 69 anos residente no Kentucky, teve alta do hospital mas necessitará de uma cirurgia reconstrutiva, disse ainda o seu advogado.

No domingo à noite, David Dao foi expulso à força do avião no aeroporto de Chicago por elementos das forças de segurança do aeroporto chamados a bordo pela companhia aérea, após o seu nome ter sido selecionado aleatoriamente para não seguir viagem, devido à sobrelotação do voo, e ter-se recusado a sair.

David Dao “disse que abandonou o Vietname em 1975 quando Saigão caiu e ele encontrava-se num barco e afirmou que estava aterrorizado”, mas “referiu que ser arrastado pelo corredor (do avião da United Airlines) foi mais terrível e angustiante do que aquilo que experimentou no Vietname”, relatou Demetrio.

A filha do passageiro, Dao Pepper, disse que estão muito abalados pelo que aconteceu: “O que aconteceu ao meu pai nunca deveria ter acontecido a qualquer ser humano, independentemente da circunstância”.

Os advogados solicitaram uma ordem judicial de emergência para obrigar a companhia aérea a preservar provas antes da audição que terá lugar na próxima segunda-feira.

Entretanto, três elementos das forças de segurança do aeroporto de Chicago foram suspensos, em sequência do modo como trataram o passageiro. Ao contrário do que acontece noutras grandes cidades norte-americanas, não fazem sequer parte de forças policiais regulares, tendo menos formação e não podendo usar armas de fogo dentro do aeroporto. Não é sequer claro que tivessem autoridade legal para entrarem no avião.