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Espiões britânicos foram os primeiros a alertar para a ligação dos assessores de Trump a Moscovo

reuters

As “interações” suspeitas entre figuras ligadas ao então candidato Donald Trump e agentes russos de informação foram detetadas “por acaso” no final de 2015, escreve o “The Guardian”

Partiram de agências de espionagem britânicas os primeiros alertas sobre a existência de contactos entre membros da equipa de campanha de Donald Trump e agentes de informação russos, avança o “The Guardian”.

De acordo com o jornal, a agência de espionagem eletrónica do Reino Unido (GCHQ) começou a aperceber-se, no final de 2015, de “interações” suspeitas entre figuras ligadas a Trump e agentes russos conhecidos ou suspeitos. A informação acabou por ser transmitida aos Estados Unidos, no âmbito de uma troca habitual de dados.

Os espiões britânicos não foram os únicos a detetar as ligações. Nos seis meses seguintes - até ao verão de 2016 - várias agências ocidentais fizeram alertas semelhantes, por detetarem contatos entre o círculo íntimo de Trump e os russos, afirmaram outras fontes, ouvidas pelo mesmo jornal.

Entre esses países estão a Alemanha, Estónia e Polónia.

O artigo explica que a GCHQ não mantinha nenhuma operação específica para controlar Trump ou a sua equipa. As conversas suspeitas terão sido ‘apanhadas’ por acaso, em ações de rotina para vigiar os espiões russos.

O envolvimento da GCHQ na investigação nas mãos do FBI sobre a possível cooperação entre a campanha Trump e Moscovo é um tema sensível. Em março, o Presidente norte-americano acusou Obama, via Twitter, de ter espiado as suas comunicações na Trump Tower.

O secretário de imprensa da Casa Branca, Sean Spicer, acusou a agência britânica de ter sido a autora das escutas, algo que mereceu uma freação veemente da GCHQ: “São acusações totalmente ridículas e devem ser ignoradas.

Na quarta-feira, o jornal “The Washington Post” adiantou também que o FBI obteve antes das eleições presidenciais dos EUA uma ordem judicial secreta para investigar Carter Page, um dos assessores de Donald Trump,. Em causa estavam os seus supostos vínculos com Rússia.

O jornal “The Washington Post”, que entrevistou fontes governamentais, afirma que a ordem demonstra que, mesmo antes das eleições, as autoridades já suspeitavam dos alegados vínculos da campanha de Trump com Moscovo.