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Internacional

Coligação liderada pelos EUA mata “por engano” 18 combatentes aliados

RODI SAID/REUTERS

Comando norte-americano alega ter recebido “coordenadas erradas” por parte dos próprios aliados das Forças Democráticas da Síria. Incidente ocorreu perto da cidade de Tabqa, na província síria de Raqqa, onde os rebeldes curdos sírios, apoiados pelos EUA, combatem o autoproclamado Estado Islâmico

Helena Bento

Jornalista

A coligação internacional contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) matou por engano 18 combatentes aliados das Forças Democráticas da Síria num ataque aéreo no nordeste da Síria, indicou esta quinta-feira o comando das forças norte-americanas no Médio Oriente.

Segundo o comando norte-americano, citado pelo USA Today, as Forças Democráticas da Síria (SDF, na sigla em inglês), uma coligação que junta a guerrilha curda e rebeldes árabes sírios apoiados pelos EUA, deram à aviação da coligação as “coordenadas erradas”. O incidente ocorreu na terça-feira, perto da cidade de Tabqa, onde se encontra uma barragem estratégica no Eufrates que as SDF se têm esforçado por recuperar ao autoproclamado Estado Islâmico, no quadro da ofensiva sobre Raqqa, a capital síria do grupo jiadista. Ainda não se sabe se o ataque foi levado a cabo por aviões norte-americanos ou pela aviação de um dos parceiros da coligação.

Em comunicado, o comando norte-americano apresenta as suas “mais profundas condolências aos membros da coligação e respetivas famílias”. “O comando está em contacto com os nossos parceiros nas SDF, que expressaram um forte desejo de se manterem focados na luta contra o ISIS, apesar deste trágico incidente”. A coligação internacional “está a apurar as causas do incidente e irá implementar as medidas necessárias para prevenir que ocorram situações semelhantes no futuro”, lê-se ainda no documento.

As Forças Democráticas da Síria emitiram um comunicado em que garantem igualmente que se tratou de um “acidente” que resultou de um “erro”. Na última semana de março, mais de 200 civis morreram depois de terem sido atingidas também “por engano” durante um ataque aéreo dos EUA em Mossul, no Iraque.