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Procurador diz que pais se inspiraram em “Manchester By the Sea” para matar filho

Ernest e Heather Franklin viram o filme duas horas antes de o filho de 16 anos morrer, diz o procurador Joseph McBride. O argumento terá servido de mote para o casal incendiar a casa

Ernest e Heather Franklin são acusados da morte do filho Jeffrey, de 16 anos. O casal norte-americano, referiu esta sexta-feira o procurador Joseph McBride, inspirou-se no filme “Manchester By the Sea” para dissimular o assassinío. Segundo a acusação, incendiaram a casa e saíram, de foram a parecer que o fogo era um acidente.

“Duas horas após a ré e o marido terem visto o filme, Jeffrey morreu”, disse o procurador, citado pela Associated Press. “Devido ao estado em que ficou o cadáver após o fogo, os patologistas não foram capazes de determinar a causa da morte," explicou o procurador, embora tenha sido provado que o jovem já estava morto quando o fogo deflagrou.

Tudo aconteceu a 1 março. A noite já ia longa e o relógio marcava 1h15. Foi então que as autoridades receberam o alerta de um incêndio numa casa na cidade de Guilford, uma zona rural no estado norte-americano de Nova Iorque.

Quando a polícia chegou ao local, encontrou Ernest Franklin. O homem de 35 anos indicou o quarto em que o filho estava. Disse que tinha ido passear os cães e, quando regressou, encontrou a casa em chamas. Já Heather Franklin, de 33 anos, garantiu que também estava longe quando tudo começou. Entre as 23h30 e as 2h30 foi a duas lojas à procura de um produto que lhe fazia falta.

Agora, o casal é acusado de homicídio em segundo grau, fogo posto e adulteração de prova.

“Manchester By the Sea”, que venceu dois Óscares este ano (melhor ator principal e melhor argumento original), conta a história de Lee Chandler, um homem que vive atormentado depois de acidentalmente ter incendiado a casa da família. No filme, as três crianças morrem e o pai não é acusado nem julgado.