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Internacional

François Hollande e Boris Johnson criticam russos por veto sobre Síria

A Rússia vetou esta quarta-feira no Conselho de Segurança da ONU uma resolução apresentada pelos Estados Unidos, França e Reino Unido para condenar o ataque químico

O Presidente francês, François Hollande, e o ministro dos Negócios Estrangeiros britânicos, Boris Johnson, criticaram esta quarta-feira a Federação Russa pelo seu veto à resolução do Conselho de Segurança sobre a Síria.

Hollande disse que os russos tinham assumido "uma pesada responsabilidade" ao oporem o seu veto a uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Síria, acusando Moscovo de proteger "sistematicamente o seu aliado Bashar al- Assad", segundo um comunicado da Presidência francesa.

A Rússia vetou esta quarta-feira no Conselho de Segurança da ONU uma resolução apresentada pelos Estados Unidos, França e Reino Unido para condenar o ataque químico da semana passada na Síria e pedir ao regime que colabore na investigação.

"Foi a oitava vez que a Rússia escolheu opor-se à maioria do Conselho", deplorou Hollande, garantindo que "a França não se poupou a esforços, incluindo junto da Rússia, para conseguir um consenso neste texto".

No mesmo sentido, Boris Johnson declarou-se "consternado" pelo veto russo.

"A Rússia escolheu o mau campo", segundo um comunicado de Johnson, emitido em Londres e que acrescenta que "a comunidade internacional procurou dizer claramente que qualquer utilização de armas químicas, por quem quer que seja, é inaceitável e que os responsáveis deverão pagar as consequências".

A mesma fonte manifestou-se "consternado por ver que a Rússia voltou a bloquear o Conselho de Segurança da ONU".

O chefe da diplomacia britânica recordou que os países do Grupo dos 7 (G-7), que junta as principais sete economias do mundo, tinham afirmado querer trabalhar para procura uma solução para a Síria, mas sem Bashar al-Assad.

"Portanto, a Rússia está perante uma escolha: ou continua a manter em vida o regime assassino de Al-Assad ou assume as suas responsabilidades enquanto potência mundial e utiliza a sua influência sobre o regime para acabar com seis anos de cessar-fogo não respeitados", estimou.

Os EUA, os seus aliados e a rebelião síria atribuíram aos militares sírios o alegado ataque químico, que fez 87 mortos, em 4 de abril, na localidade de Khan Cheikhoun, controlada pelos rebeldes, no noroeste sírio.

Os EUA lançaram a seguir, na noite de 6 para 7 de abril, um ataque com mísseis contra uma base aérea do regime sírio, qualificada como "agressão" pelos russos, que apoiam o presidente Al-Assad.

O texto, esta quarta-feira vetado pela Federação Russa, recebeu 10 votos a favor, três abstenções e dois contra, da Bolívia e da Rússia. Basta um vento de um dos membros permanentes para "chumbar" a recomendação.