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Diretor da United Airlines diz que não irá demitir-se

LUCAS JACKSON/REUTERS

O discurso mudou significativamente e após ter considerado que o passageiro que foi violentamente retirado de um avião sobrelotado agiu de forma “disruptiva e beligerante”, Oscar Munoz diz agora que a culpa não foi dele e que um episódio semelhante não irá repetir-se

O diretor da United Airlines, Oscar Munoz, disse que não irá demitir-se, em sequência do episódio desastroso em que os funcionários da companhia aérea chamaram as forças da ordem para retirar à força um passageiro que havia sido selecionado aleatoriamente para não seguir viagem devido à sobrelotação do voo no domingo à noite em Chicago.

“Não. Eu fui contratado para tornar a United melhor e nós temos estado a fazê-lo e é isso que eu irei continuar a fazer”, afirmou, face às pressões para a sua demissão.

Uma petição online para o seu afastamento já recolhera mais de 60 mil assinaturas na quarta-feira à tarde.

Ao ser literalmente arrastado para fora do avião, o passageiro ficou ferido e a cena, filmada por outros passageiros e partilhada nas redes sociais, criou uma onda de indignação, que levaram mesmo à queda do valor das ações da United.

Oscar Munoz começou por reagir defendendo os funcionários da sua companhia aérea, considerando que haviam agido adequadamente e que o passageiro em causa comportara-se de forma “disruptiva e beligerante”.

Entretanto, o seu discurso mudou significativamente em relação a essa perspetiva e passou a afirmar que o passageiro não pode ter sido culpado pelo que aconteceu: “Não. Ele não pode ser. Ele era um passageiro pagante sentado no seu lugar no nosso aparelho e ninguém deve ser tratado daquela maneira. Ponto final”.

O diretor da United disse ainda que este tipo de episódio “nunca voltará a acontecer num voo da United Airlilnes” assegurando que não vão voltar a chamar um agente da autoridade para retirar um passageiro pagante que havia obtido o seu lugar.