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Suspeito do atentado em Estocolmo confessa “crime terrorista”

Michael Campanella / Getty Images

O homem, de nacionalidade uzbeque, foi presente a um tribunal da capital sueca esta terça-feira, cinco dias depois do ataque que provocou quatro mortos e 15 feridos

O principal suspeito do atentado em Estocolmo que, na sexta-feira, causou quatro mortos e 15 feridos, dois deles ainda internados em estado grave, confessou esta manhã a um tribunal da cidade que foi ele o autor do “crime terrorista”.

A notícia está a ser avançada depois de Rakhmat Akilov, o uzbeque de 39 anos detido preventivamente desde o fim-de-semana, ter sido presente a um tribunal da capital sueca para uma primeira audiência, cinco dias depois de ter conduzido um camião de transporte de cerveja contra uma loja de uma rua movimentada de Estocolmo.

Ao tribunal, o advogado de Akilov, Johan Eriksson, declarou que o suspeito “assume que cometeu um crime terrorista e aceita, por isso, que tenha sido detido”.

A polícia sueca já tinha avançado que Akilov estava no radar dos serviços de segurança do país depois de o seu pedido de residência ter sido rejeitado. No rescaldo do ataque, foi noticiado que recentemente expressou simpatia pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

O nacional uzbeque é suspeito de ter conduzido o camião contra transeuntes antes de fugir do local do crime coberto de sangue e de vidros, sendo detido horas depois num subúrbio do norte de Estocolmo.

De acordo com os media locais, Akilov viajou para a Suécia sozinho, deixando a mulher e os quatro filhos no seu país-natal, para tentar juntar dinheiro para enviar para casa. Depois de se ter candidato a um visto de residência em 2014, foi informado em dezembro passado que “só tinha quatro semanas para abandonar o país”, segundo informou um agente da polícia sueca, Jonas Hysing. Foi por essa altura que desapareceu, levando as autoridades a colocarem-no na lista dos mais procurados.