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Um caso de overbooking que está a indignar a América: passageiro retirado à força, empresa pede desculpa

Caso aconteceu domingo à noite no aeroporto internacional Chicago O'Hare. A cena foi filmada por outros passageiros e partilhada nas redes sociais. O passageiro, um dos quatro selecionados para não seguirem viagem devido a overbooking, disse que era médico e recusara-se a abandonar o aparelho porque tinha de estar se serviço após a viagem

A United Airlines pediu esta segunda-feira desculpas pela situação de sobrelotação do seu voo de domingo à noite de Chicago para Louisville, referindo que está a analisar o sucedido e a procurar resolver a situação do passageiro que foi retirado à força do avião.

A declaração surge após se terem propagado nas redes sociais os vídeos captados por outros passageiros que mostram o modo como a polícia retirou violentamente do lugar e arrastou para fora do aparelho um dos passageiros, após o indivíduo se ter recusado a sair, alegando que precisava de chegar ao seu destino por estar de serviço no dia seguinte no hospital.

O voo deveria ter partido às 17h40 de domingo (já madrugada de segunda-feira em Lisboa), mas atrasou-se duas horas. Com a situação de overbooking, a companhia tentou encontrar passageiros que aceitassem desistir daquele voo, mas após não ter encontrado voluntários escolheu aleatóriamente quatro passageiros para esse efeito.

Entre esses quatro passageiros, um recusou. Foi então que a polícia o retirou à força, arrastando-o pelo chão. Com a força, o homem chegou a bater com a cabeça.

“Tivemos um passageiro que recusou sair do avião. Tínhamos a bordo um número de passageiros que queriam chegar ao seu destino a tempo e em segurança, e nós tínhamos de trabalhar para que isso acontecesse”, defendeu Charlie Hobart, porta-voz da companhia aérea, em entrevira ao jornal “The New York Times. “Uma vez que continuou a recusar, tivemos de chamar o departamento de Polícia de Chicago”, acrescentou, sublinhando que foi pedido por diversas vezes ao homem que saísse de “forma educada”.

Entretanto, alguns passageiros indicaram que, depois de ter sido retirado à força, o homem terá sido regressado ao avião, surgindo com sangue no rosto e desorientado. Num dos vídeos, vê-se o homem a regressar e a dizer que tem de ir para casa.

Pelo menos dois passageiros filmaram o momento e o vídeo acabou por ser partilhado nas redes sociais. Ao longo desta segunda-feira, começaram a surgir as críticas à política adotada pela companhia para tratar da situação. Na imprensa norte-americana, o tema também tem estado em destaque.

“Peço desculpa por ter de reacomodar estes clientes. A nossa equipa está a trabalhar com caráter de urgência com as autoridades e estamos a conduzir o nosso próprio relatório detalhado do que aconteceu. Vamos também entrar diretamente em contacto com o passageiro em causa para resolver a situação”, informou em comunicado Oscar Munoz, chefe executivo da United Airlines.

A prática do overbooking é relativamente comum e consiste em vender mais bilhetes do que existem lugares disponíveis. A ideia passa por não perder o dinheiro das pessoas que marcam o bilhete mas que nunca chegam a embarcar. As companhias costumam compensar estes clientes em dinheiro, cupões de viagens ou cartões de oferta.