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Internacional

Soldado colombiano morto por fação das FARC que se opôs ao acordo de paz

JOAQUIN SARMIENTO

Maioria dos rebeldes do grupo guerrilheiro estão em campos de transição à espera que o processo de paz seja concluído, mas alguns recusam-se a aceitar o acordo alcançado com o governo de Juan Manuel Santos para enterrar um conflito de meio século

Uma fação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) que se opôs ao histórico acordo de paz alcançado no final de 2016 com o governo de Juan Manuel Santos matou um soldado colombiano no sudeste do país este fim-de-semana.

O anúncio foi feito pelo Exército, num comunicado onde é explicado que os dissidentes do grupo rebelde atingiram um veículo armado das forças colombianas com um engenho explosivo improvisado.

O ataque, que feriu outros quatro soldados, foi de imediato condenado pelo Presidente Juan Manuel Santos, que em 2016 foi laureado com o Nobel da Paz pelos seus esforços para enterrar um conflito civil que, em mais de cinco décadas, provocou 260 mil mortos e milhões de deslocados internos.

O acordo firmado em novembro, que seria chumbado por uma maioria dos colombianos em referendo antes de ser revisto pelas partes envolvidas nas negociações, abriu as portas ao fim da guerra civil. Desde então, uma fação de rebeldes dissidentes que se opõem ao diálogo com o governo tem estado envolvida em confrontos com os restantes membros das FARC e com as forças governamentais.

Quase todos os rebeldes da guerrilha estão atualmente instalados nos 26 campos de transição improvisados que foram criados em várias partes da Colômbia sob aquele acordo. Alguns deles queixam-se, contudo, que apesar de meses de planeamento a maioria dos acampamentos não tem condições básicas como lhes foi prometido.

Se o proceso de paz continuar a avançar, as FARC vão deixar de ser um grupo de rebeldes armados para passarem a ser uma das forças políticas da Colômbia.