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Internacional

Russo detido em Espanha por “ataques informáticos às eleições americanas”

Pyotr Levashov – um nome associado aos círculos do cibercrime - foi detido em Barcelona a pedido das autoridades norte-americanas

O russo Pyotr Levashov foi detido sexta-feira em Barcelona por suspeita de envolvimento em operações de hacking destinadas a influenciar as presidenciais norte-americanas que deram a vitória a Donald Trump.

A detenção ocorreu em sequência do pedido efetuado pelos Estados Unidos que pretendem que seja extraditado a fim de o julgarem nos seus tribunais.

Este tipo de detenção não é invulgar. Os autoridades norte-americanas costumam tentar apanhar os supostos ciber-criminosos russos no estrangeiro, tendo em conta que dificilmente conseguem que sejam extraditados a partir da Rússia.

A sua mulher, Maria Levashova, declarou à televisão russa RT que polícias armados entraram no seu apartamento em Barcelona durante a noite e mantiveram-na a ela e a uma amiga fechadas num quarto durante duas horas, enquanto interpelavam o seu marido.

Maria referiu que posteriormente falou com seu marido pelo telefone que lhe disse que era suspeito de ter criado um vírus de computador “associado à vitória eleitoral de Trump”.

Brian Krebs, jornalista que se tem dedicado a investigar as redes russas de cibercrime, indicou à agência Associated Press que Pyotr Levashov tem sido referido como um hacker que se apresenta sob o pseudónimo Peter Severa.

O software malicioso é frequentemente partilhado entre hackers, retrabalhado, sofrendo mudanças significativas, nomeadamente em relação aos seus intuitos, pelo que o criador de um vírus informático pode facilmente ter pouco ou nada a ver com o modo em como este acaba por ser utilizado.

As autoridades espanholas indicaram apenas que o cidadão russo permanece detido