Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Justiça espanhola pede acesso da Guardia Civil às armas entregues pela ETA

IROZ GAIZKA/GETTY IMAGES

O objetivo é tentar esclarecer os atentados realizados pelo grupo que não foram solucionados pela investigação espanhola, explica a carta rogatória enviada à justiça francesa, onde é pedido o acesso ao arsenal de armas que o grupo terrorista ETA entregou no sábado, em França

A Audiência Nacional, uma instância judicial especial em Espanha, pediu esta segunda-feira às autoridades francesas que autorizem a Guardia Civil a inspecionar o arsenal de armas que o grupo terrorista ETA entregou no sábado em França.

Numa carta rogatória enviada à justiça francesa, o juiz Eloy Velasco explica que o objetivo é tentar esclarecer os atentados realizados pelo grupo que não foram solucionados pela investigação espanhola.

No documento, Velasco pede todas as informações sobre as 120 armas de fogo, três toneladas de explosivos e vários milhares de munições e detonadores, encontrados nos oito esconderijos (conhecidos em Espanha como "zulos"), cuja localização a ETA deu à polícia francesa no sábado.

De acordo com fontes jurídicas ouvidas pela agência espanhola EFE, Velasco pede acesso da Guardia Civil ao armamento, bem como aos futuros relatórios periciais de balística, dos explosivos, das impressões digitais, de restos biológicos e de ADN que as autoridades francesas possam realizar a todo este equipamento.

A justiça espanhola pretende obter provas adicionais para tentar esclarecer 224 atentados da ETA cometidos em território espanhol e que ainda estão por resolver na totalidade. Nestes atentados morreram 297 pessoas.

Os vários juízes de instrução da Audiência Nacional reabriram nos últimos anos 21 desses casos antigos.

A Audiência Nacional é uma instância especial da Justiça espanhola, com jurisdição sobre todo o território e capacidade de pedir informação e solicitar detenções no exterior. Tem como missão os casos mais complicados, como a fraude económica e financeira, casos de corrupção e crimes graves como associação criminosa e terrorismo.