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Expresso

Internacional

Assessor de Trump propôs dividir a Líbia em três zonas

Fayez al-Sarraj lidera o governo nacional libanês, apoiado pelas Nações Unidas

Drew Angerer/GettyImages

Sebastian Gorka, que ambiciona uma colocação na Líbia como enviado especial do Presidente norte-americano, apresentou a proposta, desenhada num guardanapo, a um diplomata europeu

Um alto funcionário da Casa Branca sugeriu um plano para dividir a Líbia em três áreas, a sua ‘visão’ para resolver o conflito existente no país, tendo desenhado esta proposta num num guardanapo durante uma reunião com um diplomata europeu, adianta o jornal britânico “The Guardian”. As zonas corresponderiam, aparentemente, às antigas províncias otomanas de Cirenaica no leste, Tripolitania no noroeste e Fezzan no sudoeste.

A ideia partiu de Sebastian Gorka, assistente adjunto de Donald Trump, pressionado pela sua ligação a grupos de extrema-direita húngaros, e foi apresentada nas semanas que antecederam a tomada de posse do Presidente norte-americano, segundo fonte citada pelo diário londrino. O diplomata europeu considerou que a divisão proposta seria “a pior solução” para a Líbia.

Envolvida num conflito entre dois governos concorrentes desde a queda de Muammar Kadhafi em 2011, após uma intervenção conduzida pela NATO, cresce o receio entre alguns aliados europeus de que os Estados Unidos retirerm o apoio manifestado pela administração Obama ao governo nacional libanês, defendido pelas Nações Unidas e liderado por Fayez al-Sarraj. Na parte oriental do país, na cidade de Tobruk, está concentrado o parlamento escolhido pelo povo.

Sobre Gorka, o jornal recorda que o assessor de Trump ambiciona uma colocação na Líbia como enviado especial do Presidente cargo que ainda não se sabe se vai ser criado. Certo é que as suas posições alarmaram os diplomatas estrangeiros. Gorka defende políticas duras para derrotar o “islamismo radical” e vê a Irmandade Muçulmana como um grupo terrorista com o desejo de se infiltrar nos EUA.