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Internacional

União Europeia recusa reconhecer eleições presidenciais da Ossétia do Sul

Bruxelas rejeita que as eleições presidenciais na região separatista georgiana da Ossétia do Sul e o referendo para modificar o seu nome e reafirma o "firme apoio" da UE à soberania e integridade territorial da Geórgia

A União Europeia (UE) recusou hoje reconhecer as eleições presidenciais que a região separatista georgiana da Ossétia do Sul tem marcadas para domingo, juntamente com um referendo para alterar o nome do território.

"A União Europeia não reconhece o contexto em que vão ter lugar, a 09 de abril, as chamadas eleições presidenciais na região separatista georgiana da Ossétia do Sul e o referendo para modificar o seu nome", afirmou em comunicado a porta-voz da alta representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini.

Neste sentido, reiterou o "firme apoio" dos 28 à soberania e integridade territorial da Geórgia, "dentro das fronteiras reconhecidas pela comunidade internacional".

A porta-voz de Mogherini realçou, igualmente, o compromisso de Bruxelas com uma "resolução pacífica" do conflito georgiano mediante a sua copresidência nas Conversações Internacionais de Genebra e a Missão de Monitorização da UE.

A região da Ossétia do Sul, na Geórgia, planeia realizar eleições presidenciais, no domingo, às quais se apresenta Leonid Tibilov, atual presidente da região, e o oficial militar Anatoliy Bibilov. No referendo, propõe-se mudar o nome do território de "Ossétia do Sul" para "República da Ossétia do Sul -- Estado de Alania".

A 12 de março, a região também separatista da Abecásia celebrou eleições parlamentares que foram condenadas pela Geórgia. Abecásia e Ossétia do Sul separam-se de facto da Geórgia no início da década de 1990, na sequência de conflitos armados, em que os separatistas contaram com o apoio da Rússia.

Em agosto de 2008, o então presidente georgiano, Mijail Saakasshvili, enviou tropas para a Ossétia do Sul, que foram expulsas pelo exército russo na chamada Guerra dos Cinco Dias.

Após a derrota das tropas georgianas, a Rússia reconheceu as independências da Abecásia e da Ossétia do Sul, decisão que levou Tbilisi a romper relações com Moscovo.