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Internacional

Dois aviões de combate sírios descolaram da base atingida pelos EUA

Imagem captada por satélite da Base Aérea de Shayrat, alvo do ataque norte-americano, divulgada pelo Departamento de Defesa dos EUA

Departamento de Defesa dos EUA

Ofensiva norte-americana lançou 59 mísseis e destruiu quase na totalidade o loca, de onde se suspeita que tenha sido lançado o ataque químico que, na terça-feira, matou 86 pessoas na Síria. Mas em menos de um dia, a base voltou a estar operacional

Dois aviões de combate sírios descolaram esta sexta-feira da base que esta madrugada foi atacada pelos Estados Unidos, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Os aviões Sukoi, de fabrico russo, partiram da base de Shayrat para efetuar uma incursão contra posições do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), segundo avançou aquela Organização Não Governamental (ONG).

O Observatório afirmou que as forças fiéis ao Presidente da Síria, Bashar al-Assad, trabalharam com rapidez para reparar os estragos causados pelos mísseis lançados pelos EUA e que destruiram parcialmente pista da base aérea. Ou seja, em menos de um dia conseguiram que a base estivesse de novo operacional.

O que não conseguem recuperar é o número de vítimas. Segundo esta ONG, o número de mortos deste ataque eleva-se a oito militares, incluindo um oficial de alta patente, e há ainda vários feridos em estado grave. Já o Exército sírio fala em em seis vítimas mortais na base aérea e a agência nde notícias oficial - SANA - avança que perderam a vida nove civis que se encontravam em localidades nos arredores da base.

Esta base aérea é a segunda maior da aviação síria e fica situada a cerca de 25 quilómetros da cidade de Homs. Os Estados Unidos consideram que foi de lá que partiram os aviões que efetuaram o ataque químico contra a povoação síria de Khan Cheikhoun, que provocou 87 mortos e mais de 500 de feridos, segundo o último balanço do Observatório.

Aliás, a ofensiva desta sexta-feira de madrugada foi em retaliação a esse ataque químico. Contudo, o Governo sírio afirmou que os seus mísseis atingiram um depósito de substâncias tóxicas que estava controlado por “terroristas”.