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Internacional

Polícia e tropa suecas treinaram-se contra o terrorismo na véspera do ataque

Todos os anos, a polícia, as forças armadas e os serviços secretos levam a efeito um exercicio em conjunto para particar a cooperação e desenvolver mais capacidades contra possíveis ataques terroristas. Este ano, estiveram em treinos nas passadas quarta e quinta-feiras

Hoje as autoridades suecas terão tido oportunidade de aplicar na prática os treinos que, na quarta e quinta-feiras, fizeram. As forças armadas, os serviços de segurança e a polícia da Suécia realizaram exercícios conjuntos, durante os dois dias, com o objetivo de "olear" a cooperação entre as autoridades em caso de um ataque terrorista no país.

Tratou-se de um "pequeno exercício" que todos os anos é repetido, com o intuito de aumentar a capacidade da polícia, das forças armadas e dos serviços secretos em atividades conjuntas. Desde 2006, que a Suécia resolveu permitir, através da lei, que a polícia civil peça apoio às forças armadas em caso de terrorismo.

Os dois dias decorreram sem incidentes, ao contrário do que sucedeu no ano passado, quando três movimentações de tropas suecas foram perturbadas pelo aparecimento de intrusos. Os últimos, os exercícios navais Swenex, realizados em novembro, na área marítima entre Estocolmo e a Gotlândia, a maior ilha sueca e do mar Báltico, tiveram "visitantes inesperados", segundo o jornal sueco Dagens Nyheter.

Os objetos voadores, que a tropa finlandesa também já afirmou ter observado nos seus céus durante operações de treino, estavam equipados com luzes de navegação, e davam a ideia de não se tratarem de simples brinquedos, facto que fez com que corressem rumores de que por trás da "invasão" estaria uma "grande superpotência" interessada em demonstrar abertamente que tinha capacidade de vigiar a defesa sueca.

O primeiro registo deste tipo de incidentes, verificou-se em julho, durante o grande exercício naval Baltops. Treinavam as tropas suecas e norte-americanas, na ilha de Uto, no arquipélago de Estocolmo, quando surgiram no ar alguns drones e os treinos tiveram de ser interrompidos. O segundo sucedeu em setembro, numa operação de treino da Força Aérea sueca e provocou a suspensão dos voos, na base aérea de Hagshult, no condado de Smalanda.

"As forças de defesa finlandesas possuem informações sobre a atividade de drones em zonas militares e de exercícios, mas esses incidentes não resultaram no mesmo tipo de interrupções que na Suécia", comentou o coronel finlandês Vesa Mantyla à televisão local Yle, citada pelo "Sptunik Brasil".

A maioria dos casos está ligada a drones utilizados para passatempos e vídeos amadores, segundo o coronel Mantyla que, no entanto, "não quis responder à questão sobre se alguma potência estrangeira poderia ou não estar por trás da vigilância, assegurando que os casos não representavam perigo para as forças de defesa", de acordo com o site brasileiro.