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Estocolmo, Londres, Berlim e Nice: atropelamento e morte

Quatro cidades europeias, o mesmo tipo de ataque terrorista. Um carro, ou um camião e um louco ao volante, em ruas ou locais cheios de gente. O resultado é sempre o mesmo: numerosas vítimas mortais. Estaremos perante um preocupante efeito de contágio?

Ataque ao Parlamento britânico

Ataque terrorista em Londres, a 22 de março de 2017

Ataque terrorista em Londres, a 22 de março de 2017

Jack Taylor/Getty Images

Ainda não se sabe quem estará por trás do ataque que esta sexta-feira tirou a vida a três pessoas em Estocolmo. Em nove meses, quatro atentados de características semelhantes ocorreram em solo europeu. Os três anteriores foram reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

Em Londres, a 22 de março de 2017, Khalid Masood, um britânico de 52 anos convertido ao islamismo, matou cinco pessoas junto ao Parlamento londrino.

Tudo aconteceu em 82 segundos: o carro conduzido por Masood subiu o passeio na ponte de Westminster atropelando várias pessoas que a atravessavam. O atacante abandonou o veículo alguns metros mais adiante e entrou no pátio do Parlamento, onde esfaqueou um polícia que não resistiu aos ferimentos.

O atacante foi abatido a tiro por outro elemento da polícia e o atentado foi reivindicado, pouco depois, pelo Daesh. Ao todo seis pessoas morreram (incluindo o atacante).

O dia em que Berlim chorou

Camião atropelou várias pessoas que faziam compras num mercado de Berlim

Camião atropelou várias pessoas que faziam compras num mercado de Berlim

ODD ANDERSEN/ GETTY IMAGES

Três meses antes de Londres ocorreu outro ataque no coração da Europa. Em Berlim, capital da Alemanha, doze pessoas foram mortas e 56 ficaram feridas num mercado de Natal, a 19 de dezembro de 2016, quando um camião desgovernado surpreendeu a multidão que fazia as compras de Natal. O homem que o conduzia, o tunisino Anis Amri, conseguiu escapar até ser abatido quatro dias mais tarde pela polícia italiana, em Milão.

À semelhança de Estocolmo, o camião de transporte de mercadorias usado no ataque em Berlim também fora roubado horas antes. O seu condutor, de nacionalidade polaca, foi encontrado morto no seu interior.

O atentado foi reivindicado pelo Daesh no dia seguinte, a 20 de dezembro.

Feriado negro em Nice

Veículo de mercadorias usado no ataque à Promenade des Anglais, em Nice

Veículo de mercadorias usado no ataque à Promenade des Anglais, em Nice

BORIS HORVAT / GETTY IMAGES

A 14 de julho de 2016, Dia da Bastilha e feriado nacional em França, a cidade de Nice sofria o atentado mais mortífero dos últimos meses na Europa. Também neste caso, um camião irrompeu a alta velocidade e atingiu várias pessoas que assistiam às celebrações na Promenade des Anglais, uma larga avenida junto ao mar Mediterrâneo.

No atentado, também reivindicado pelo Daesh, morreram 86 pessoas, entre as quais crianças.

Segundo relatos de testemunhas, o camião passou as barreiras que impediam o trânsito automóvel e acelerou, ziguezagueando para atingir um maior número de pedestres. A polícia disparou vários tiros, conseguindo matar o condutor que foi identificado como Mohamed Lahouaiej Bouhel, um tunisino de 31 anos que vivia na cidade.

Terror no coração de Estocolmo

Camião envolvido no atentado no centro de Estocolmo

Camião envolvido no atentado no centro de Estocolmo

JONATHAN NACKSTRAND / GETTY IMAGES

Pouco faltava para 15 horas (menos uma em Portugal) quando, esta sexta-feira, um camião percorreu uma rua pedonal numa das mais movimentadas áreas comerciais de Estocolmo. Em Drottninggatan, era um dia normal, e muitas pessoas faziam compras, quando se aperceberam do estrondo. Depois de embater em várias pessoas, o veículo de transporte de mercadorias chocou contra a montra de uma loja, incendiando-se.

O ataque fez quatro mortos e 15 feridos, nove dos quais em estado grave, segundo informações da polícia ao início da noite.

Sabe-se que o camião foi roubado horas antes e as autoridades suspeitam de um ataque terrorista, mas ainda não foi confirmado se um suspeito perseguido pelas autoridades será ou não o autor do atentado.