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Dijsselbloem diz que a Grécia aceitou mais cortes

DOMENIC AQUILINA/EPA

A redução das pensões dos reformados em 2019 e a diminuição dos benefícios fiscais em 2020, fazem parte das cedências que desbloqueiam as negociações para novo financiamento de modo a não entrar em default já em julho

A Grécia acordou esta sexta-feira com o seus credores da zona euro efetuar novos cortes de modo a desbloquear as negociações para obter novo financiamento e evitar de entrar em default já em julho.

“Os grandes bloqueios foram agora diminuídos e agora nós temos apenas o esforço final”, afirmou o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, após as negociações que os ministros das Finanças levaram a cabo na capital de Malta.

A redução das pensões dos reformados em 2019 e a diminuição dos benefícios fiscais em 2020 fazem parte das cedências da Grécia, segundo indicou Dijsselbloem.

O ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos, disse que os compromissos estabelecidos serão aprovados no Parlamento de Atenas tão depressa quanto possível, estando para tal dependente da maioria ténue que o Syriza possui.

“Nós estaremos preparados para que todas as peças do puzzle encaixem para as negociações para a dívida”, referiu, manifestando-se convicto de que terão chegado a um acordo “muito antes do verão”.

O processo ocorre contudo numa altura em que os membros do Eurogrupo estão sob forte pressão para colocarem um fim à situação de resgate e ao continuo declínio da situação na Grécia,

As projeções de crescimento para 2016 não foram confirmadas e a economia grega paralisou e dados recentes indicam que, após alguma estabilização, o ciclo de declínio foi retomado.

Após o último acordo de resgate estabelecido em 2015, no âmbito do qual a Grécia está a receber 86 mil milhões de euros até 2018, o Governo de Alexis Tsipras recusara-se até agora em estabelecer novos compromissos, alegando que estes não seriam aprovados pelo seu Parlamento.