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Internacional

Médicos turcos dizem que foi usado gás Sarin no ataque químico na Síria

MOHAMED AL-BAKOUR

Parte das vítimas foi levada para a Turquia para receber assistência médica, onde foram feitas análises preliminares

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O veneno usado no ataque químico de terça-feira na Síria é gás Sarin, avançou o Ministério da Saúde da Turquia, país para onde foram levadas cerca de 60 das vítimas, depois do hospital onde estavam a ser assistidas ter sido também atacado.

“De acordo com os resultados dos testes preliminares, as vítimas foram expostas a a um material químico (Sarin)", diz o comunicado, citado pela impresa internacional.

A tese de que o químico usado seria gás Sarin já tinha sido avançada pelo diretor dos Médicos Sob Fogo e antigo responsável do Regimento Químico, Biológico, Radiológico e Nuclear do Reino Unido. “É muito claro que se tratou de um ataque com gás Sarin”, afirmou Hamish de Bretton Gordon.

Na quarta-feira, a povoação síria de Khan Cheikhoun foi atingida por um ataque terrorista com gás químico que fez, até ao momento, um total de 86 mortos (dos quais 27 crianças) e cerca de 546 feridos. Destes, cerca de 60 foram levados para a Turquia, dos quais três acabaram por morrer.

Até agora ainda ninguém reinvindicou o ataque, mas os países do Ocidente acusam o próprio governo sírio de ser o responsável, mas este já negou por várias vezes qualquer responsabilidade. "Noto, mais uma vez, que o Exército Sírio Árabe nãomusou nem vai usar armas desse género nem contra os terroristas que estão a atingir o nosso povo", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Wallid Moallem.

Até a Rússia saiu em defesa do governo sírio de Bashar Al Assad. O ministro da Defesa russo disse que não se tratou de um ataque, mas que os químicos foram libertados no seguimento de um ataque aéreo a um depósito e fábrica de armas e munições situado nos arredores da cidade atingida. E o próprio Presidente da Rússia, Vladimir Putin, veio a público dizer que para não se atirarem já culpas antes da investigação estar concluída.

Ainda assim, o ataque está a ser condenado em todo o mundo, principalmente pelos EUA, que não só atacaram a Rússia por não ter conseguido "moderar" o seu aliado sírio, como já colocam a possibilidade de avançar com uma ofensiva militar.