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O polémico Bannon já não pertence ao Conselho de Segurança dos EUA

JONATHAN ERNST/ Reuters

Steve Bannon era uma das figuras mais controversas da nova administração e integrava o exclusivo Conselho Nacional de Segurança. Bannon fundou e dirigiu o “Breitbart News”, um site de extrema-direita

O polémico Steve Bannon já não pertence ao Conselho Nacional de Segurança (CNS) dos Estados Unidos. A informação foi avançada inicialmente por funcionários da Casa Branca e, mais tarde, confirmada em comunicado pelo CNS, em que o nome do conselheiro e chefe de estratégia já não aparece.

Segundo a CNN, o afastamento de Bannon foi uma decisão tomada por Donald Trump, embora não tenham sido reveladas quaisquer explicações. Com a demissão, o agora ex-conselheiro deixa de ter acesso a todas as reuniões em que as prioridades de segurança nacional são discutidas.

Em causa, refere o “Washington Post”, não está uma despromoção. Dois funcionários da administração asseguram à mesma publicação que Bannon raramente estava presente nas reuniões e que a sua missão era renovar o Conselho e prepará-lo para a administração Trump, um objetivo que Bannon acredita já ter cumprido.

A passagem de Bannon pelo CNS como membro permanente durou pouco tempo. Foi no final do ano passado que o Presidente autorizou a reorganização daquele órgão para poder incluir o novo conselheiro. A escolha gerou polémica, uma vez que Bannon fundou e dirigiu o “Breitbart News”, um conglomerado de media tido como o mais conservador e antissistema dos Estados Unidos, que os críticos dizem ser um site de propaganda xenófoba e misógino mascarado de portal de notícias.

Além da saída de Bannon, o comunicado confirma ainda a reintegração numa posição permanente no Conselho de Segurança Nacional do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e do responsável pelas agências de serviços secretos, que tinham sido retirados.