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Internacional

Lava Jato: Suíça apreendeu 940 milhões de euros em ativos ligados

O relatório anual de 2016 feito pelo Procurador-Geral brasileiro, contabiliza a existência de mais de 60 inquéritos criminais em curso relacionados com a Operação Lava Jato. Mais de mil contas em bancos suíços foram investigadas

A Procuradoria-Geral da Suíça informou esta quarta-feira que apreendeu mil milhões de dólares (940 milhões de euros) em ativos ligados a operação Lava Jato, uma investigação policial sobre crimes cometidos na Petrobras e em outros órgãos públicos brasileiros.

A informação consta no relatório anual de 2016 feito pelo Procurador-Geral brasileiro, Michael Lauber, divulgado na página daquele órgão de Justiça suíço.

O documento contabilizou a existência de mais de 60 inquéritos criminais em curso relacionados com a Operação Lava Jato e refere que mais de mil contas em bancos suíços foram examinadas para investigar supostas conexões com o esquema de corrupção na estatal brasileira Petrobras.

"As investigações na Suíça estão a ser conduzidas, acima de tudo, contra funcionários [públicos] brasileiros suspeitos de receberem subornos em contas na Suíça em troca de contratos públicos no Brasil, mas também contra empresas brasileiras de construção e seus fornecedores. Eles pagaram subornos por meio de contas na Suíça e enriqueceram injustamente em numerosos casos", explica o relatório.

O documento cita ainda a condenação da empreiteira Odebrecht, que foi obrigada a pagar 200 milhões de francos suíços (186 milhões de euros) à Suíça na sequência de um acordo de reparação.

O montante faz parte de um acordo maior firmado pela Odebrecht com os órgãos de Justiça do Brasil, Estados Unidos e Suíça no final do ano passado, que estipulou o pagamento total de 1,8 mil milhões de dólares (1,7 milhões de euros) em multas, após a empresa assumir que cometeu crimes corporativos nestes países.

"As conclusões coordenadas dos processos na Suíça, no Brasil e nos EUA são um sucesso para a luta internacional contra a corrupção e o resultado de uma estreita cooperação e coordenação das autoridades responsáveis pela aplicação da lei nestes países", finaliza o relatório.