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Internacional

Guterres pede investigação sobre ataque químico na Síria

Sobrevivente dos bombardeamentos à cidade síria de Khan Sheikhoun (província de Idlib) com dificuldades respiratórias

© Ammar Abdullah / Reuters

O secretário-geral das Nações Unidas quer uma “investigação clara” para apurar a responsabilidade do ataque que matou 72 pessoas em Khan Cheikhoun

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu esta quarta-feira uma "investigação clara" para "eliminar todas as dúvidas" sobre a autoria do ataque químico contra Khan Cheikhoun, no norte da Síria, e que provocou a morte a 72 pessoas.

"Creio que necessitamos de uma investigação clara para eliminarmos todas as dúvidas e precisamos que a responsabilidade tenha como base os resultados dessa investigação", disse António Guterres antes da conferência internacional sobre a Síria em Bruxelas.

O bombardeamento químico, na terça-feira, em Khan Cheikhoun, no norte da Síria, fez 72 mortos, entre os quais vinte crianças, informou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

A organização não-governamental com sede em Londres alertou que nas últimas horas registaram-se novos bombardeamentos em Khan Cheikhoun, realizados por aviões não identificados.

As potências ocidentais responsabilizaram o regime de Bashar al-Assad pelo ataque de terça-feira.

O Conselho de Segurança da ONU reúne-se esta quarta-feira para discutir o ataque.

A França e o Reino Unido acusaram o regime de Bashar al-Assad pelo ataque de terça-feira.

Entretanto, o Ministério da Defesa russo disse hoje que a aviação síria bombardeou, na terça-feira, durante uma hora, um depósito de armas dos rebeldes onde se encontrava uma fábrica de produção de armas "tóxicas".

"Segundo os meios russos de controlo do espaço aéreo, ontem [terça-feira], entre as 11h30 e as 12h30, hora local, a aviação síria bombardeou na zona de Khan Cheikhoun um grande depósito de armamento dos terroristas (...). Na zona desse depósito encontrava-se uma fábrica para produção de minas com substâncias tóxicas", informou o porta-voz do Ministério de Defesa russo, Igor Konashenkov.

A Rússia negou na terça-feira que a aviação de Moscovo tivesse bombardeado a zona e realizado um ataque contra os rebeldes, depois de o Observatório Sírio para os Direitos Humanos ter denunciado um ataque químico que causou a morte de 72 pessoas.