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Internacional

EUA sem mais “comentários a fazer” após novo míssil lançado pela Coreia do Norte

“Os Estados Unidos já falaram o suficiente sobre a Coreia do Norte”, afirmou o secretário de Estado Rex Tillerson

Mark Wilson/GettyImages

Lançamento aconteceu esta quarta-feira, quando Donald Trump e o Presidente da China se preparam para a realização de uma cimeira, esta semana, onde deverá ser discutido o programa de armas nucleares de Pyongyang

“Os Estados Unidos já falaram o suficiente sobre a Coreia do Norte. Não temos mais comentários a fazer.” Com esta curta declaração, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, afasta-se da posição assumida pelo Japão e pela Coreia do Sul, que condenaram publicamente a Coreia do Norte pelo lançamento, esta quarta-feira, de outro míssil balístico.

O míssil foi lançado a partir de Sinpo, uma cidade portuária na costa leste da Coreia do Norte, e voou cerca de 60 quilómetros antes de cair no mar. A ação acontece quando o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Presidente da China, Xi Jinping, se preparam para a realização de uma cimeira, esta semana, onde deverá ser discutido o programa de armas nucleares de Pyongyang.

Horas antes de ser conhecida a notícia do lançamento, um alto funcionário do governo Trump sugeriu que se está a esgotar o tempo para uma solução diplomática.

“Gostaríamos que a Coreia do Norte se juntasse à comunidade das nações”, disse o responsável, citado pelo “The Guardian”. “Essa oportunidade tem sido dada à Coreia do Norte em diferentes ocasiões e processos de diálogo ao longo de quatro administrações, com alguns dos melhores diplomatas e estadistas dando o seu melhor para chegar a uma resolução. O relógio acabou e, para nós, todas as opções estão em cima da mesa”, acrescentou.

O tom de Tillerson contrasta com os recentes comentários de Donald Trump sobre o programa de mísseis balísticos e nucleares da Coreia do Norte.

Em entrevista ao “Financial Times” esta semana, o Presidente norte-americano garantiu que os EUA estão preparados para tomar medidas unilaterais contra Pyongyang. “Se a China não resolver a questão da Coreia do Norte, nós vamos fazê-lo”, disse Trump, embora não tenha explicado como.

Qualquer lançamento usando a tecnologia de mísseis balísticos constitui uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, mas a Coreia do Norte tem desafiado essa proibição, alegando tratar-se de uma violação dos seus direitos soberanos à autodefesa e desenvolvimento da exploração espacial.

O país tentou lançar um míssil balístico há duas semanas, a partir da sua costa leste, e disparou quatro mísseis na direção do Japão no início de março.

Pyongyang também realizou dois testes com armas nucleares desde janeiro de 2016 e pode estar a desenvolver um míssil balístico intercontinental, que poderia atingir os EUA. Kim Jong-un tem prometido testar o novo míssil a qualquer momento.