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Internacional

Trump culpa Assad por ataque químico

Lo Scalzo - Pool/Getty Image

Presidente norte-americano defendeu que os “atos atrozes" de Al-Assad são consequência da “debilidade e indecisão” demonstradas pelo seu antecessor

O Presidente dos EUA, Donald Trump, condenou esta terça-feira "o intolerável" ataque químico na Síria, alegadamente efetuado pela aviação do Presidente Bashar al-Assad e que "não poderá ser ignorado pelo mundo civilizado".

Em comunicado, e numa referência ao ataque que provocou pelo menos 58 mortos na localidade de Khan Cheikhoun, Trump reiterou as mesmas palavras referidas antes pelo seu porta-voz, Sean Spicer, e insistiu que os "atos atrozes" de Al-Assad "são consequência da debilidade e indecisão" demonstradas pelo seu antecessor Barack Obama.

Em paralelo, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, advertiu hoje que Bashar al-Assad deverá "prestar contas" pelos ataques químicos atribuídos ao seu regime e exortou a Rússia e Irão a refrearem o seu aliado.

"Enquanto continuamos a seguir esta situação terrível, torna-se claro que é assim que atua Assad: com um barbarismo brutal e sem complexo", afirmou Tillerson, em comunicado, assinalando que Moscovo e Teerão "têm uma grande responsabilidade moral por estas mortes".

Contudo, a 29 de março, o embaixador dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que, para o seu país, a remoção do Presidente sírio do poder deixou de ser a prioridade, que passou a ser o fim da guerra na Síria.

"Você escolhe as suas batalhas. E quando estamos a olhar para isto [Síria] trata-se de mudar prioridades e a nossa prioridade já não é a remoção de (Bachar al-)Assad", declarou Nikki Haley aos jornalistas.

Haley falou depois de o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, ter indiciado uma mudança na posição dos EUA, ao admitir que o destino de Al-Assad deve ser decidido pelo povo sírio.

Esta terça-feira, numa reação aos acontecimentos desta manhã, que implicaram uma vaga de protestos internacionais, as Forças Armadas sírias desmentiram "categoricamente a utilização de qualquer substância química ou tóxica em Khan Cheikhoun", num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial Sana.

"Os grupos terroristas [os insurretos] e aqueles que os apoiam são responsáveis pela utilização de substâncias químicas e tóxicas e de terem sido neglientes com as vidas de civis inocentes", acrescentaram.
Na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU promove uma reunião de emergência para abordar estes acontecimentos.