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Internacional

Número de mortos do ataque aéreo em Idlib sobe para 58

Sobrevivente dos bombardeamentos à cidade síria de Khan Sheikhoun (província de Idlib) com dificuldades respiratórias

© Ammar Abdullah / Reuters

O hospital onde estavam a ser assistidos sobreviventes do bombardeamento na Síria foi também atingido. Oposição denuncia “ataque químico”

Margarida Mota

Jornalista

Pelo menos 58 pessoas, incluindo 11 crianças com menos de oito anos, foram mortas, esta terça-feira, durante um ataque aéreo na cidade síria de Khan Sheikhoun, no sul da província de Idlib, controlada pelos rebeldes. Fontes da oposição garantem que foram usados agentes químicos.

Citado pela agência Reuters, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos informou que o ataque provocou situações de “sufoco ou desmaio” e que várias pessoas “espumavam da boca” — sintomas que evidenciam um possível ataque químico.

Segundo a BBC, após o ataque, aviões dispararam contra clínicas onde sobreviventes estavam a ser assistidos. Segundo a Al-Jazeera, já no domingo, “aviões suspeitos de serem russos” alvejaram por três vezes o principal hospital da cidade de Maaret al-Numan, no norte de Idlib, ferindo pelo menos dez pessoas.

A oposição diz que os aviões usados no ataque desta terça-feira eram sírios ou russos. As autoridades de Damasco negam a uso de armas químicas, o que foi desmentido, no passado, por uma investigação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) das Nações Unidas, que responsabilizou o regime sírio por ataques em que foi provado o uso de produtos tóxicos.

O principal grupo da oposição, a Coligação Nacional, acusa o Governo do Presidente Bashar al-Assad de ser o responsável pelo ataque a Khan Sheikhoun e apelou às Nações Unidas que investigue o caso de imediato. “Se fracassar em fazê-lo, isso será entendido como uma bênção às ações do regime”, afirmou em comunicado.

O Governo francês já apelou a uma reunião do Conselho de Segurança, onde a Rússia é membro permanente. “Um novo e particularmente sério ataque químico aconteceu esta manhã na província de Idlib”, reagiu o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Marc Ayrault. “Condeno este ato repugnante.” E em face destas “ações tão graves que ameaçam a segurança internacional, apelo a que ninguém fuja às suas responsabilidades”.