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Internacional

Ataque com armas químicas em Idlib faz pelo menos 35 mortos

Idlib, no noroeste da Síria, é um dos últimos bastiões dos rebeldes anti-Assad

OMAR HAJ KADOUR

Grupo da oposição instalado na província do noroeste da Síria, uma das três parcialmente controladas pelos rebeldes anti-Assad, diz que várias pessoas morreram asfixiadas como resultado de ataques por aviões sírios ou russos

Pelo menos 35 pessoas morreram e dezenas ficado feridas num aparente ataque com armas químicas na província de Idlib, no noroeste da Síria, um dos bastiões dos rebeldes que combatem o governo de Bashar al-Assad desde março de 2011.

Segundo informações do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, citadas pela BBC e pelo “The Guardian”, os bombardeamentos à cidade de Khan Sheikhoun executados ou pelo governo sírio ou pela aviação russa resultaram na morte por asfixiamento de vários civis.

A versão é a mesma avançada pelos Comités de Coordenação Local, um dos grupos da oposição a Assad, que na internet publicou fotografias daqueles que terão morrido asfixiados, alegadamente na sequência de exposição a um agente nervoso banido pela Convenção de Genebra sobre Armas Químicas.

O governo de Assad ainda não reagiu às novas acusações, mas no passado tem desmentido sempre todas as alegações de recurso a armas químicas. Contudo, uma equipa de investigadores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) da ONU concluiu em outubro passado que as forças governamentais usaram gás clorino como arma contra a população civil em pelo menos três instâncias entre 2014 e 2015.

No decurso da mesma investigação, foi apurado que também militantes do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) usaram uma arma química banida, no caso gás mostarda.