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Timmermans diz que Putin quer dividir a Europa através da extrema-direita

OLIVIER HOSLET/EPA

A acusação do vice-presidente da Comissão Europeia ocorre após a Marine Le Pen ter se encontrado com o Presidente russo em Moscovo na semana passada

“Há uma razão para o senhor Putin apoiar a extrema-direita por toda a Europa. É porque ele sabe que a extrema-direita nos torna fracos, ele são que a extrema-direita nos divide e uma Europa dividida significa que quem fica aos comandos é Putin”, declarou esta quinta-feira o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, falando aos deputados espanhóis em Madrid.

O comentário surge após na semana passada a líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, ter se deslocado a Moscovo manifestando o desejo de desenvolver laços mais próximos com o regime de Vladimir Putin. O Presidente russo declarou que não interfere na política de outros países.

Putin tem contudo aproximado-se de políticos de extrema-direita e eurocéticos, como foi exemplo a sua visita ao primeiro-ministro hungaro Viktor Orban no mês passado em Budapeste.

Timmermans rejeitou querer entrar em conflito com o líder russo, mas acusou-o de “tentar criar a desunião ao convidar Le Pen para o Kremlin e apoiar toda a espécie de partidos de extrema-direita em toda a Europa.

O senador norte-americano Mark Warner, vice-presidente do comité de informações que está a investigar a interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas, acusou esta quinta-feira a Rússia de ter contratado mais de mil pessoas para criarem uma campanha com desinformação e notícias falsas contra a candidata Hillary Clinton.

O presidente do comité, o senador Richard Burr, afirmou na quarta-feira que tal como fez nos Estados Unidos, a Rússia está presentemente a procurar influenciar as presidenciais francesas.