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Senador diz que a Rússia contratou mais de mil pessoas para boicotarem eleições americanas

Justin Sullivan/Getty

O democrata Mark Warner disse que a campanha com notícias falsas contra Clinton foi especialmente dirigida para Estados em que a disputa com os republicanos estava mais renhida. O republicano Richard Burr procurou relativizar a direcionalidade dos ataque russos afirmando: “Nós todos somos alvos de um adversário sofisticado e com grandes capacidades”

O regime de Moscovo contratou mais de mil pessoas para criarem uma campanha com desinformação e notícias falsas contra a candidata Hillary Clinton, que foi especialmente dirigida para Estados em que a disputa entre os dois partidos se apresentava mais renhida, afirmou esta quinta-feira o senador democrata Mark Warner, vice-presidente do comité de informações do Senado que está a investigar o assunto.

“Um adversário exterior procurou efetivamente boicotar o processo democrático mais sensível, a eleição do Presidente, e nesse processo, decidiu a favor de um candidato em detrimento do outro”, declarou, referindo que Estados chave como Wisconsin, Michigan e a Pensilvania, todos caíram por escassa margem e inesperadamente para o lado de Donald Trump.

Warner disse ainda que “informação roubada” pela Rússia foi lançada estrategicamente em sites como o Wikileaks “aparentemente em tempos coreografados para causarem o máximo dano a um candidato”.

A informação foi avançada por Warner numa conferência conjunta com Richard Burr, senador republicano, que preside o comité.

Burr relativizou contudo a perspetiva de que os ataques teriam sido especialmente dirigidos contra os democratas afirmando “Nós todos somos alvos de um adversário sofisticado e com grandes capacidades” e advertindo que “se nós politizarmos isto, os nossos esforços serão em vão”.

Warner e Burr frisaram que estão a levar a cabo uma investigação única, apesar de se situarem em quadrantes políticos opostos.

A conferência de imprensa decorreu no dia em que tiveram início as audições perante o comité.

Clinton Watts, especialista em segurança interna, declarou que a Rússia continua atualmente a influenciar ambos os partidos.

Na quarta-feira, Burr afirmara que, tal como fez nos Estados Unidos, a Rússia está presentemente a procurar influenciar as presidenciais francesas.