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Lloyd’s of London muda-se (parcialmente) para Bruxelas

Jack Taylor/ Getty Images

É um efeito imediato do processo conhecido por Brexit, que foi na quarta-feira desencadeado pela primeira-ministra britânica

Luís M. Faria

Jornalista

Uma dia após o governo britânico ter desencadeado formalmente o processo do Brexit, o Lloyd’s of London vai abrir uma subsidiária em Bruxelas. O objetivo assumido é não perder clientes quando o Reino Unido sair da União Europeia. Outras instituições, entre as quais bancos como o HSBC e a Goldman Sachs, já mudaram – ou sugeriram que poderão mudar – partes das suas operações para locais como Frankfurt, Paris, Dublin, Madrid e Amesterdão.

O Lloyd’s of London (não confundir com o Lloyds Bank, presidido pelo português António Horta-Osório) é um mercado de seguros e resseguros originalmente fundado em 1688. Começou por se especializar na área marítima, e com o tempo estendeu a sua atividade a outras, distinguindo-se por aceitar coberturas que outras companhias muitas vezes recusam. Ao longo das últimas décadas, algumas crises de dimensão gigantesca abalaram a sua reputação de fiabilidade absoluta, mas a companhia conseguiu sobreviver e prosperar.

A diretora-executiva do Lloyd’s, Inga Beale, explicou agora que a ideia é continuar a prestar aos seus clientes os mesmos serviços que até agora, sem interrupção. “Bruxelas cumpre os requisitos que são críticos de fornecer um robusto enquadramento regulamentar numa localização europeia central, permitindo ao Lloyds continuar a fornecer cobertura especializada aos nossos clientes”. Dos 700 empregados do Lloyds, cerca de 100 serão transferidos para a capital belga.