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Coreia do Sul: tribunal aprova detenção da ex-Presidente do país

Getty Imaages

Em causa estão as acusações de corrupção a Park Geun-hye. A decisão agora tomada significa que a ex-chefe de Estado deverá ser levada em breve para um estabelecimento prisional

Um tribunal da Coreia do Sul aprovou estaq uainta-feira a prisão da antiga Presidente do país Park Geun-hye devido às acusações de corrupção, que levaram à sua demissão e à antecipação de eleições presidenciais para maio.

A decisão do Tribunal Central de Seul significa que a ex-chefe de Estado deverá ser levada em breve para um estabelecimento prisional.

As autoridades podem detê-la até 20 dias antes de formalizarem a acusação.

A decisão do tribunal é mais uma humilhação para Park Geun-hye, a primeira Presidente mulher da Coreia do Sul eleita em 2012 no meio de uma onda de nostalgia conservadora pelo seu pai, o ditador Park Chung-hee, que governou o país durante 18 anos (entre 1961 e 1979) marcados por um rápido crescimento económico e abusos contra os direitos humanos.

A justiça da Coreia do Sul acusa a antiga Presidente de conluio com uma amiga para extorquir grandes empresas, incluindo através de subornos.

As suspeitas levaram milhões de sul-coreanos a protestar nas ruas todos os fins-de-semana durante meses antes de o Tribunal Constitucional ter decidido, a 10 de março, a sua deposição.

Os poderes presidenciais de Park Geun-hye já tinham sido suspensos em dezembro pelo parlamento.

O tribunal decidiu deter a antiga Presidente porque as acusações são "graves" e os outros suspeitos envolvidos no escândalo já foram detidos e porque pode destruir provas.

Nas próximas semanas, a antiga Presidente deverá ser formalmente acusada de extorsão, suborno e abuso de poder.

Na Coreia do Sul, a condenação por suborno é punida com pena de prisão perpétua.

O escândalo, conhecido por "Rasputine", está centrado em Choi Soon-Sil, a amiga da ex-Presidente, suspeita de ter usado pessoas para obrigar os grandes grupos industriais do país a "dar" quase 70 milhões de dólares (cerca de 65 milhões de euros) a duvidosas fundações por si controladas.

A Presidente foi acusada de cumplicidade e de permitir que Choi se intrometesse em assuntos de Estado, sem ter qualquer título oficial.

Ambas negaram já as acusações, com a ex-Presidente a afirmar que a amiga apenas a ajudava a escrever os discursos e nas relações públicas.

As mulheres, ambas com cerca de 60 anos, são amigas há 40 anos.