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Os países que o reino de Isabel II perdeu desde a sua coroação em 1953

HANNAH MCKAY / Getty Images

A coroação de Isabel II em 2 de junho de 1953 foi o acontecimento daquele ano no Reino Unido. No dia em que o país aciona o Artigo 50 do Tratado de Lisboa para dar início ao processo de saída da União Europeia, recordamos os países que já saíram da órbita de influência do império britânico

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Um dos momentos impressionantes da coroação de Isabel II, em 2 de junho de 1953, foi a leitura de todos os países súbditos da nova monarca. Daquele dia, em que dezenas de milhares de pessoas se juntaram para ter um vislumbre do desfile da rainha recém coroada, para o qual muitos tinham esperado acampados durante dois dias, até hoje muito mudou.

De 33 países, incluindo o Reino Unido, o reino de Isabel II foi reduzido para 16: Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Barbados, Belize, Canadá, Granada, Jamaica, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Saint Kitts e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e as Grenadinas, Ilhas Salomão e Tuvalu.

Para trás ficaram Ceilão, Ilhas Fiji, Gâmbia, Gana, Guiana, Quénia, Malawi, Malta, Maurícias, Nigéria, Paquistão, Serra Leoa, África do Sul, Tanganica, Trinidade e Tobago e Uganda, sendo a Rodésia (atual Zimbabwe) parte não reconhecida do reino.

E as fronteiras do Reino Unido voltam a parecer não ser definitivas, como o faz prever a próxima "mexida" no horizonte, caso a Escócia consiga realizar um segundo referendo à independência como anunciou no mês de março. Por enquanto, Londres não quer nem ouvir falar nisso, adiando a questão para um futuro depois dos dois anos de negociações com a União Europeia para determina ros termos do 'Brexit', que começarão a partir de agora.