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Parlamento escocês votou a favor de novo referendo pela independência

ANDY BUCHANAN/GETTY

“O povo da Escócia deve ter a oportunidade de escolher entre o Brexit, possivelmente um Brexit muito duro, ou tornármo-nos num país independente capaz de escolher o seu próprio rumo”, afirmou a primeira-ministra Nicola Sturgeon

A proposta da primeira-ministra Nicola Sturgeon para um novo referendo sobre a independência da Escócia foi apoiado esta terça-feira pelo parlamento escocês, obtendo 69 votos a favor e 59 contra.

Os escoceses já haviam votado em 2014 contra a independência do Reino Unido, com 55% contra e 45% a favor, mas Sturgeon considera que a aprovação do Brexit no ano passado vem a criar um novo cenário.

Na Escócia, tal como na Irlanda do Norte, a maioria dos votos foi pela permanência na União Europeia, enquanto em Inglaterra e no País de Gales os votos foram maioritariamente pela saída.

“A Escócia tal como o resto do Reino Unido, encontra-se num cruzamento”, comentou a primeira-ministra, no início do debate sobre o assunto no parlamento de Edimburgo. “Quando o Artigo 50 do Tratado de Lisboa for acionado amanhã, a mudança para o nosso país tornar-se-à inevitável… Haverá um impacto no comércio, no investimento e nos padrões de vida, um impacto na própria natureza da sociedade em que vivemos”, frisou.

A proposta é que o referendo ocorra entre finais de 2018 princípios de 2019, mas está longe de ser claro que o Governo britânico irá autorizar a nova votação. “Agora não é o momento”, considerou sobre o assunto a primeira-ministra britânica, Theresa May, insistindo que a prioridade é conseguir um bom acordo para a saída de todo o Reino Unido.

A primeira-ministra escocesa considera contudo que será antidemocrático Londres inviabilizar a proposta do seu Governo para o referendo.

“Quando a natureza da mudança se tornar inevitável com o Brexit a tornar-se claro, essa mudança não nos deve ser imposta”, afirmou Sturgeon, acrescentando: “O povo da Escócia deve ter a oportunidade de escolher entre o Brexit, possivelmente um Brexit muito duro, ou tornármo-nos num país independente capaz de escolher o seu próprio rumo”.