Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Estados Unidos admitem poder ter morto civis em Mossul

Mais de cem pessoas morreram na semana passada numa zona da cidade iraquiana bombardeada pelos Estados Unidos

O Pentágono admitiu esta terça-feira a possibilidade de os bombardeamentos norte-americanos em Mossul, Iraque, a semana passada, terem provocado vítimas civis, depois da recolha de dados sobre a morte de mais de 100 pessoas.
Em conferência de imprensa o Pentágono, o chefe da missão norte-americana contra o grupo extremista Estado Islâmico, o tenente-general Stephen Townsend, afirmou que as primeiras conclusões da investigação levam a pensar que foram responsáveis dos ataques com vítimas civis.

“Creio que é possível termos sido nós porque atingimos aquela área”, disse o tenente-general, acrescentando que pretende também esclarecer se o grupo extremista estava deliberadamente a utilizar um edifício com civis para provocar a tragédia.

Segundo observadores e testemunhas, o bombardeamento a oeste de Mossul poderá ter provocado a morte a mais de uma centena de civis no passado 17 de março.

“Temos uma investigação a decorrer, mas a nossa avaliação inicial é a de que atingimos aquela zona, houve bombardeamentos, por isso é possível que o tenhamos feito”, explicou.

O tenente-general assegurou que enviou peritos à zona onde se acredita que ocorreram as vítimas civis para analisar o terreno.

Stephen Townsend insistiu que pretende determinar se o autodenominado Estado Islâmico (Daesh) utilizou escudos humanos, ao mesmo tempo que tenta averiguar se o edifício tinha explosivos instalados, que possam ter intensificado a destruição de um possível bombardeamento norte-americano.