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Internacional

Deputados escoceses votam moção para realizar referendo sobre independência

Sturgeon e May na reunião de segunda-feira

RUSSELL CHEYNE/ Reuters

A votação estava marcada para a última quarta-feira, mas o debate foi interrompido e adiado devido ao atentado de Londres

O Parlamento da Escócia deve aprovar esta quarta-feira uma moção que pede ao Governo de Londres a realização de um novo referendo sobre a sua independência. A iniciativa é rejeitada pelo executivo britânico que amanhã se prepara para ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa e desencadear o Brexit.

A votação estava marcada para quarta-feira da semana passada, mas o debate foi interrompido em Edimburgo e adiado devido ao atentado de Londres, junto ao Parlamento, em Westminster.

Na segunda-feira, a primeira-ministra britânica, Theresa May, deslocou-se à capital da Escócia para um encontro Nicola Sturgeon, a chefe do Governo escocês, em que reafirmou que este “não é o bom momento” para reclamar a independência.

A primeira-ministra escocesa indicou que as conversações não permitiram qualquer avanço significativo, acrescentando que não recebeu qualquer proposta de transferência de novos poderes para Edimburgo.

Nicola Sturgeon anunciou em 13 de março a intenção de organizar um novo referendo sobre independência no final de 2018 ou início de 2019, argumentando que a saída do Reino Unido da União Europeia ('Brexit') e sobretudo do mercado único se arriscam a provocar a eliminação "de dezenas de milhares de empregos" na Escócia.

Em setembro de 2014, no primeiro referendo, 55% dos escoceses pronunciaram-se contra a independência. Três anos depois, a primeira-ministra acredita que a situação se alterou, lembrando que e que 62% dos escoceses se pronunciaram pela permanência na UE no referendo de 23 de junho de 2017, enquanto 52% dos britânicos votaram contra.