Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Socialistas espanhóis escolhem líder a 21 de maio

Patxi López e Susana Díaz

Getty

Patxi López, antigo presidente do governo basco, e Susana Díaz, atual presidente da Andaluzia, disputam a secretaria-geral com o anterior ocupante do cargo, Pedro Sánchez, derrubado em outubro último

É a 21 de maio que o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) conhece o seu novo rumo, noticia o diário “El País”. Nas mãos de uma comissão gestora desde o outono passado, quando o anterior líder, Pedro Sánchez, foi defenestrado pelos barões regionais, o partido atravessa uma das piores etapas da sua história em democracia. Sánchez quer recuperar o cargo, mas na corrida estão também Patxi López, antigo líder do governo regional basco (2009-2012, único não-nacionalista a presidir à região), e Susana Díaz, a poderosa chefe do executivo regional andaluz.

O comité federal do PSOE tem reunião marcada no próximo sábado, para marcar as primárias e o subsequente congresso (este a 17 e 18 de junho). Entre 17 e 30 de abril decorre a recolha de assinaturas por parte dos aspirantes a secretário-geral, seguindo-se a campanha interna entre 8 e 19 de maio. Estão previstos debates, como já aconteceu nas primárias de 2014.

Nas legislativas do ano passado o PSOE, liderado por Sánchez, teve um dos seus piores resultados desde a transição democrática de 1975: apenas 22,6% dos votos e 85 deputados. Seis meses antes tivera 22% dos sufrágios, mas 90 parlamentares. Depois de cada uma destas idas às urnas, instalou-se um clima de guerra interna entre socialistas que defendiam, como Susana Díaz, a viabilização de um governo minoritário do Partido Popular (PP, direita, no poder desde 2011), que vencera as eleições, e os que procuravam, como Sánchez, uma aliança alternativa com a coligação Unidos Podemos (esquerda populista e comunista) e forças regionais.

Acabaram por vencer, numa acalorada reunião do comité federal, os partidários da primeira opção. Sánchez demitiu-se e os deputados socialistas permitiram, no Congresso, a recondução do primeiro-ministro Mariano Rajoy, que perdeu nas legislativas de 2015 a maioria absoluta com que governou no seu primeiro mandato. A abstenção do PSOE (houve 15 deputados a romper a disciplina, votando contra a investidura de Rajoy) e um pacto com o partido Cidadãos (centro liberal) permitiram que o chefe do Executivo central se mantivesse em funções.