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Atacante de Westminster envolvido em atentado falhado em 2010

Carl Court/GETTY

Khalid Masood terá sido investigado em 2011 por estar envolvido na preparação de um ataque à bomba numa base do Exército em Luton

As autoridades britânicas continuam a investigar as causas do atentado da semana passada em Westminster, para tentar perceber se o atacante contou com a ajuda de cúmplices. Ao mesmo tempo, vão sendo desvendados novos dados sobre Khalid Masood, o homem que atropelou várias pessoas junto ao Parlamento britânico e depois esfaqueou mortalmente um polícia.

Segundo a edição digital do jornal “The Telegraph”, o britânico de 52 anos foi investigado em 2011, por estar envolvido na preparação de um ataque à bomba – através de um veículo comandado à distância – numa base do Exército em Luton, nos arredores de Londres. Esse atentado falhado foi liderado por quatro outros terroristas islâmicos com ligações à al-Qaeda, que foram condenados no total a 44 anos de prisão.

Adrian Ajao, outro nome utilizado pelo autor do atentado de 22 de março em Londres (que terá nascido Adrian Russell Elms), mudou-se para Luton dois anos antes, depois de ter estado na Arábia Saúdita a ensinar inglês. Nessa cidade britânica, Khalid Masood conviveu com vários terroristas islâmicos, alguns dos quais conhecera no ginásio, uma vez que gostava de atividade física.

Detido mais um suspeito

Nascido na região de Kent, no sul de Inglaterra, e com quatro filhos de duas relações, o atacante tinha antecedentes penais – foi condenado por crimes como posse de armas, furto e agressão –, mas as autoridades não consideravam que fosse uma “ameaça” em termos de terrorismo. Até dezembro, Masood viveu em Birmingham com a sua última companheira e, segundo os vizinhos, não trabalhava, beneficiando de subsídios.

Entretanto, foram realizadas esta noite novas buscas a uma propriedade situada próximo da antiga casa onde vivia Khalid Masood, em Birmingham. Pelo menos um homem foi detido por suspeitas de estar a preparar um atentado, enquanto outro homem, detido quinta-feira na mesma cidade, continua sob custódia. Outras nove pessoas que foram detidas já foram libertadas sem acusação.

Polémica com o WhatsApp

Sabe-se que Masood trocou mensagens através do WhatsApp, pouco antes do ataque em Westminster, mas como são encripatadas não é possível conhecer o seu conteúdo. Foi por isso que a ministra do Interior britânica, Amber Rudd, apelou este domingo ao serviço de mensagens que pertence ao Facebook para tornar a sua plataforma acessível aos serviços de informações e à polícia.

“Precisamos de ter a certeza de que o WhatsApp e outros serviços de mensagens não constituem um local secreto para os terroristas comunicarem uns com os outros”, disse Amber Rudd à BBC. Com o atacante morto e sem se conhecer o teor das mensagens, a polícia britânica diz que é possível nunca se saber ao certo os motivos do ataque, que causaram cinco mortos, entre eles o atacante, e 40 feridos.