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Manifestação na Rússia: Polícia prende 700 pessoas e mais 17 colaboradores do líder da oposição

YURI KOCHETKOV/EPA

Alexeï Navalny, que se quer candidtar contra Puttin nas eleições de 2018, também foi preso no protesto. Mais tarde, foram detidas 17 pessoas que trabalham da fundação liderada por Navalny

A polícia russa deteve este domingo mais de 700 manifestantes que participavam num protesto contra a corrupção no país e que juntou milhares de pessoas no centro de Moscovo, adiantou a ONG OVD-Info, especialista na monitorização de manifestações.

A agência France Presse cita a ONG, que na sua conta no Twitter escreveu que “pelo menos 700 pessoas foram detidas”, mas posteriormente, as autoridades policiais russas vieram dizer que detiveram 500 pessoas.

Além dos manifestantes, foi preso o líder da oposição, Alex Navalny, que organizou o protesto e será ouvido em tribunal na segunda-feira. E mais tarde, foram detidas mais 17 pessoas que trabalham da fundação anti corrupção criada por Navalny, disse à Reuters, o assessor de impresa do líder da oposição.

"Dezassete membros da fundação foram detidos pela polícia nos escritórios onde estamos a fazer uma emissão online da manifestação de hoje. Fomos acusados de desobedecer à polícia", disse o director daquela organização, Roman Rubanov, em declarações à Reuters, ao telefone numa esquadra de polícia de Londres. Mais tarde, a Reuters confirmou a informação junto das autoridades russas que disse apenas que tinham sido detidas as 17 pessoas, mas escusou-se a dar mais detalhes.

A manifestação deste domingo foi convocada depois de ter sido divulgado um relatório em que o primeiro-ministro Dmitri Medvedev é acusado de controlar um império imobiliário através de uma rede oculta de uma organização não-governamental. Alexeï Navalny colocou no Youtube um vídeo de 50 minutos no qual descreve as táticas a que o primeiro-ministro terá recorrido, um documento que teve mais de 11 milhões de visualizações.

Nesse sentido, Navalny instou que as pessoas saíssem à rua e se manifestassem contra a corrupção, não só em Moscovo, mas também noutras cidades. No total, as manifestações estavam previstas para 99 cidades, mas em 72 delas as autoridades opuseram-se à sua realização, invocando razões como operações de limpeza, concertos ou eventos organizados por movimentos favoráveis ao Kremlin.

Vladivostok foi uma das cidades onde foi possível as pessoas manifestarem-se e também aqui terá havido uma dezena de detidos, segundo as agências itnternacionais.