Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Carrie Lam eleita chefe do Governo de Hong Kong

JEROME FAVRE/ EPA

A antiga “número dois” do governo de Hong Kong era apontada como a candidata que reunia maior apoio por parte das forças políticas pró-Pequim. É a primera mulher a ocupar o cargo

Carrie Lam foi eleita chefe do Executivo de Hong Kong, depois de vencer a primeira volta das eleições, com 777 votos, anunciou a comissão eleitoral, este domingo. A antiga “número dois” do Governo de Hong Kong era apontada como a candidata que reunia maior apoio por parte das forças políticas pró-Pequim.

Ao anunciar os resultados oficiais, a comissão eleitoral informou ter considerado válidos 1.163 votos do colégio eleitoral composto por um total de 1.194 membros, em representação de vários setores de atividade da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK).

Estavam ainda na corrida o ex-secretário para as Finanças John Tsang, apoiado pela maioria dos grupos pró-democratas, e o juiz jubilado Woo Kwok-hing. Conseguiram 365 e 21 votos, respetivamente, de acordo com a contagem oficial.

A maioria dos cerca de 3,8 milhões de eleitores de Hong Kong não pode votar no líder da cidade, cuja eleição coube a um colégio eleitoral. Para ser eleito chefe do Executivo à primeira volta um dos três candidatos necessitava de pelo menos 601 votos dos membros do colégio eleitoral, o qual é formado por representantes de vários setores, que vão desde a agricultura, educação, medicina tradicional chinesa até ao imobiliário, entre outros.

O campo pró-Pequim domina a maioria dos lugares que compõe os 1.194 membros do colégio eleitoral, enquanto a ala pró-democrata detém cerca de 300 assentos. Grande parte dos grupos políticos ligados ao campo pró-democrata manifestou nas últimas semanas o seu apoio ao candidato John Tsang. Um menor número desta ala deu o seu apoio ao candidato Woo Kwok-hing, enquanto outros mais radicais, incluindo os ativistas que emergiram para a cena política nos protestos pró-democracia de 2014 e que são conhecidos como 'localists', apelaram ao voto em branco.

Esta é a primeira eleição para o chefe do Executivo desde as manifestações pró-democracia que paralisaram várias zonas da cidade durante 79 dias em 2014.

Minutos depois de Carrie Lam ser anunciada a próxima chefe do Governo Executivo, um grupo de ativistas pró-democracia munidos de cartazes e guarda-chuva amarelos - o símbolo das manifestações de 2014 - deu uma volta à sala a entoar palavras de ordem a exigir o sufrágio universal.