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Londres aproveita 60 anos da UE para se manifestar contra o Brexit

PAUL HACKETT/REUTERS

Em Roma, Bruxelas, Berlim e Varsóvia também houve manifestações, todas elas pacíficas, mas neste caso a favor da União Europeia e principalmente de uma União Europeia mais unida

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

Foram milhares de pessoas que este sábado à tarde aproveitaram a celebração dos 60 anos da criação da União Europeia (UE) para sair para as ruas de Londres, no Reino Unido, para protestarem pacificamente contra o Brexit, ou seja, a saída da UE.

A marcha, que começou junto ao Hyde Park - o mais conhecido parque de Londres - foi organizada por um grupo chamado United for Europe (Unidos pela Europa) que reinvinda o direito de a "sociedade civil britânica ser consultada" e que "o parlamento ou a população tenha uma palavra final sobre o nosso futuro", cita a Lusa.

Além dos milhares de civis, não só britânicos, mas de todas as nacionalidades, incluindo muitos portugueses ali emigrados, estiveram na marcha antigos deputados e ex-representantes do Governo que falaram aos protestantes. E há mesmo alguns que ainda acreditam que é possível reverter a decisão, apesar das negociações com a UE estarerm previstas começar já na quarta-feira, 29 de março.

“Sei que sou uma minoria a acreditar que o Brexit pode ser impedido, mas não sou uma minoria a achar que devia ser", disse ao The Guardian o antigo director de comunicação do primeiro-ministro, Alastair Campbell.

Já um dos membros do partido Trabalhista, David Lammy, reparou que há agora muita gente a mudar de ideias sobre a saída do Reino Unido da UE.

“Estamos a viver numa ditadura. Numa democracia as pessoas podem sempre mudar de ideias. Nos próximos meses e anos vamos lutar, os Trabalhistas precisam de redescorbrir o seu 'mojo' e depressa. Se um carro está a dirigir-se para um precipício, não se continua a conduzir... continuem e lutar para manter o Reino Unido na Europa", disse, citado pelo The Guardian.

Tanto Alastair Campbell como David Lammy falaram à ppopulação junto ao Parlamento, onde terminava a marcha, num gesto simbólico de solidariedade para com as vítimas do atentado da passada quarta-feira que matou cinco pessoas, incluindo o atacante.

PETER NICHOLLS/REUTERS

Londres, não foi a única cidade europeia a manifestar-se a favor da UE. Em Berlim, Roma e Varsóvia também houve marchas, na sua maioria pacíficas. Há apenas registos de alguns incidentes em Roma, mas que foram rapidamente resolvidos.

Tanto em Bruxelas, como em Berlim, Varsóvia e ainda Roma (na foto) - a capital italiana onde este sábado decorreram as celebrações dos 60 anos da criação da Comunidade Económico Europeia (CEE) - hoje União Europeia - as pessoas saíram à rua defendendo uma Europa mais unida.

ANTONELLO NUSCA/EPA