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Isabel II nomeia para o Conselho Privado deputado que ajudou polícia morto no atentado

Foto retirada do Twitter

Tobias Ellwood tentou reanimar Keith palmer, que foi apunhalado pelo responsável do atentado de quarta-feira em Londres, no Reino Unido. O secretário de Estado da Segurança, Ben Wallace, que coordenou a resposta do governo perante os acontecimentos, irá também integrar o Conselho Privado da rainha

A rainha Isabel II aprovou esta sexta-feira a nomeação do deputado conservador Tobias Ellwood como membro do seu Conselho Privado, pelo seu papel no atentado de quarta-feira, quando o político tentou reanimar sem êxito uma das vítimas mortais.

Downing Street, residência oficial da primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa May, comunicou a inclusão de Ellwood, de 50 anos, neste grupo seletivo, formado por cerca de 600 pessoas, na sua maioria políticos em posições relevantes e antigos altos cargos.

O rosto ensanguentado de Ellwood no atentado de quarta-feira em Londres, em que morreram quatro pessoas, além do atacante, e outras 50 ficaram feridas, entre as quais um português, foi uma das imagens mais divulgadas pelos meios de comunicação social britânicos.

O deputado, que foi militar, tentou reanimar o polícia Keith Palmer, de 48 anos, que foi apunhalado pelo britânico de 52 anos Adrian Russel, que posteriormente mudou o nome para Khalid Masood. Antes, o atacante - que foi morto a tiro depois de esfaquear o polícia - subiu de carro para o passeio na ponte de Westminster, matando três pessoas e ferido cerca de 40.

Na quinta-feira, a primeira-ministra classificou de "extraordinária" a ação do seu companheiro de partido numa intervenção na Câmara dos Comuns.

Ellwood, cujo irmão Jonathan morreu no ataque terrorista de 2002 em Bali, Indonésia, assistiu a essa sessão parlamentar, visivelmente emocionado, mas não tomou a palavra na câmara.

Também o secretário de Estado da Segurança, Ben Wallace, que coordenou a resposta do governo perante o atentado, irá integrar o Conselho Privado da rainha.