Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Donald Tusk exorta chefes dos 27 a serem os “líderes da Europa”

EU / ETIENNE ANSOTTE / HANDOUT/ EPA

“A União deve ser uma União dos mesmos princípios, uma União com uma soberania externa, uma União de unidade política”, defendeu o presidente do Conselho Europeu, durante o seu discurso em Roma

O presidente do Conselho Europeu exortou este sábado os chefes dos 27 Estados-membros da União Europeia "a provarem que são os líderes da Europa", ao discursar em Roma na cerimónia dos 60 anos do tratado da fundação da União.

"Provem hoje que são os líderes da Europa, que podem cuidar desse grande legado que herdámos dos heróis da integração europeia há 60 anos", disse Donald Tusk, durante o seu discurso, citado pela agência de notícias francesa AFP.

"A União [Europeia] deve ser, depois de Roma, mais do que antes, uma União dos mesmos princípios, uma União com uma soberania externa, uma União de unidade política", acrescentou o presidente do Conselho Europeu, durante o seu discurso na capital italiana, onde se assinalam este sábado os 60 anos da assinatura do tratado que deu origem ao bloco europeu.

Os líderes de 27 Estados-membros - o Reino Unido, em processo de saída da União, já não participou nas comemorações deste sábado - adotaram a "Declaração de Roma", na qual manifestam "orgulho" pelos feitos alcançados ao longo de 60 anos de história e apontam o caminho a seguir, admitindo uma União Europeia (UE) a diferentes velocidades, mas "na mesma direção".

A Declaração de Roma foi este sábado assinada pelos 27 e pelos presidentes das instituições europeias na mesma sala, no Capitólio, onde, em 25 de março de 1957, Alemanha Ocidental, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo assinaram os tratados fundadores da Comunidade Económica Europeia e da Comunidade da Energia Atómica, que dariam origem à atual União Europeia. O primeiro-ministro António Costa colocou a assinatura de Portugal no documento às 11:25 locais (10:25 de Lisboa).