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Fogo em depósito de munições leva a deslocação de 20 mil pessoas na Ucrânia

PAVLO PAKHOMENKO / EPA

Uma explosão, supostamente ocorrida devido um ato de sabotagem, esta madrugada, terá originado o incêndio naquele que deverá ser o maior depósito de munições na Ucrânia, localizado na base militar de Balakliya, a cerca de 100 quilómetros do local onde decorrem combates contra separatistas apoiados pela Rússia

Cerca de 20 mil pessoas estão a ser deslocadas devido ao grande incêndio que consome o depósito de munições da base militar de Balakleya, na região de Kharkov, no leste da Ucrânia.

As autoridades locais referem que a explosão inicial, ocorrida por volta das 3h (1h desta quinta-feira em Lisboa), deverá ter sido originada por um ato de sabotagem. O ministro da Defesa Stepan Poltorak admite que uma das possibilidades é que tenha sido lançado um explosivo através de um drone, algo que supostamente já teria sido tentado contra as mesmas instalações em dezembro de 2015.

Perto de 140 mil toneladas de munições encontravam-se armazenadas numa área de 368 hectares, naquele que é tido como o maior depósito de munições da Ucrânia, e que está localizado a apenas cerca de 100 quilómetros do local onde decorrem combates com separatistas apoiados pela Rússia. As munições ali guardadas são habitualmente usadas nos combates em Luhansk e Donetsk,

O ministro ucraniano indicou não haver informações de mortos ou feridos. Uma testemunha citada pela televisão russa RT contraria contudo essa versão. “Os media ucranianos estão a relatar que nada de grave aconteceu, indicando que foi apenas uma explosão e que ninguém ficou ferido. Mas os meus amigos e eu, que vimos (o incidente) com os nossos próprios olhos, dizemos que algumas pessoas ficaram feridas”, afirma Evgeny, que mora ao lado do depósito e refere que explosões ainda estão a acontecer.

“Devido à possibilidade de aumento da área das explosões e do alcance dos fragmentos dos projéteis, foi organizada a [operação de] evacuação das localidades de Verbovka e Yakovenkovo”, escreveu o procurador militar da Ucrânia Anatoli Matios na sua página na rede social Facebook.

Mais de 16 mil pessoas já terão saído da cidade, que tem 29 mil habitantes, e mais 3500 estão a ser também retiradas de aldeias próximas.

Uma área de segurança de sete quilómetros foi estabelecida em redor do depósito, indicou uma fonte militar ucraniana à agência russa RIA Novosti.