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Atentado em Londres. Detidas 7 pessoas em buscas a casas de Birmingham

NEIL HALL / Reuters

Polícia ainda não confirmou identidade do suspeito morto mas diz que já sabe quem ele era. Testemunhas citadas pelos media britânicos dizem que buscas desta madrugada em Birmingham estão relacionadas com o atentado que, na tarde de quarta-feira, provocou pelo menos quatro mortos e 40 feridos no centro de Londres. ”O homem [do ataque] de Londres vivia aqui”, garantiu uma testemunha à Press Association

Agentes da polícia armados fizeram buscas a uma propriedade privada em Hagley Road e a outras casas na cidade de Birmingham esta madrugada, numa operação alegadamente relacionada com o atentado que ontem provocou quatro mortos e pelo menos 40 feridos, avança o "Telegraph". Os detetives da unidade de combate ao terrorismo continuam a investigar o ataque executado por um homem "inspirado pelo terrorismo internacional", segundo fonte da Scotland Yard. Entre os mortos no ataque "doentio e depravado" conta-se o principal suspeito e um agente da polícia que foi esfaqueado perto do parlamento em Westminster, no centro da capital londrina. Um cidadão português sofreu ferimentos ligeiros.

Para já a polícia ainda não confirmou que as buscas na noite passada estão relacionadas com o ataque de quarta-feira à tarde. Mas testemunhas citadas pela "Sky News" dizem que sim e que os agentes detiveram pelo menos três pessoas, que foram levadas, algemadas, para uma esquadra próxima. "O homem [do ataque] de Londres vivia aqui", garantiu uma testemunha à Press Association.

Citado pelo USA Today, Mark Rowley, vice-comissário da unidade de contraterrorismo da Scotland Yard, disse que as buscas decorreram em seis residências, com vários media a avançarem que sete pessoas foram detidas.

Antes das bucas, a BBC tinha avançado que havia suspeitas de que o casso usado no atentado tinha sido alugado em Birmingham, uma informação para já por confirmar. Aos jornalistas, Rowley confirmou que pelo menos 40 pessoas ficaram feridas após o suspeito, armado com duas facas, ter abalroado vários transeuntes com o seu carro na ponte de Westminster antes de sair da viatura e correr até aos portões das casas do parlamento, esfaqueando um agente à paisana antes de ser abatido por outros agentes da polícia.

O agente que perdeu a vida foi identificado como Keith Palmer, 48 anos, ontem homanageado pelos deputados que estava encarregado de proteger e elogiado pelos amigos e colegas de profissão. Um dos funcionários do parlamento também está a angariar elogios pelos esforços "heróicos" para tentar salvar o agente que acabaria por sucumbir aos ferimentos. Ainda não se conhecem as identidades dos restantes mortos, suspeitando-se que seriam pessoas que passeavam na ponte de Westminster quando foram atingidas pelo carro em velocidade.

Rowley recusou-se para já a confirmar o nome do suspeito, dizendo apenas que a polícia acredita que ele se "inspirou no terrorismo internacional" e que já tem pistas concretas sobre quem era o indivíduo. No rescaldo do ataque, imagens transmitidas na televisão mostraram o homem a ser tratado por paramédicos numa maca no meio da rua, com as duas facas que transportava consigo largadas no chão ao seu lado.

Alguns deputados dizem que o atentado poderia ter sido evitado se os agentes da polícia escalados para proteger uma "zona insegura" das imediações do parlamento tivessem mantido essa zona intransitável. No programa "Today" da BBC, Lord Carlile, que foi responsável pela Revisão Independente da Legislação Anti-Terrorismo entre 2001 e 2011, refutou essa alegação, garantindo que "a reação das autoridades foi extremamente boa". "Este é o tipo de ataque que tememos, é o tipo de ataque mais difícil de antecipar. O parlamento quase não foi penetrado ontem e essa é uma reflexão importante. Poderemos ser obrigados a analisar novas estratégias de controlo do trânsito ao redor de Westminster, mas isso é uma questão para mais tarde. Temos de estudar o que aconteceu e aprender as lições."

A polícia de West Midlands, na zona de Birmingham onde estiveram a decorrer as buscas desta madrugada, remeteu para a polícia metropolitana londrina todas as questões sobre essa operação. Fonte da Met disse aos media ao início da manhã que, para já, "não está preparada para discutir o assunto por questões operacionais". No rescaldo do atentado, a primeira-ministra disse que o nível de alerta no Reino Unido vai permanecer na categoria "grave".