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Presidente destituída pede desculpa aos sul-coreanos

JEON HEON-KYUN/EPA

Park Geun-hye prometeu cooperar na investigação sobre o escândalo de corrupção que levou ao seu afastamento

“Peço desculpa ao povo. Irei cooperar de boa fé no interrogatório”, afirmou Park Geun-hye aos jornalistas à chegada, esta terça-feira, ao gabinete dos procuradores para responder como suspeita criminal no âmbito do escândalo de corrupção que levou à sua destituição da presidência da Coreia do Sul.

Park, atualmente com 65 anos, é suspeita de concluiu com uma amiga, Choi Soon-sil, para pressionar as grandes empresas a efetuarem donativos para duas fundações que apoiaram as suas iniciativas políticas. Ambas negam ter agido de forma ilícita.

A acusação, que ainda não foi formalizada, poderá a levar à sua condenação a mais de 10 anos de prisão, caso se prove que recebeu subornos dos responsáveis de grandes grupos económicos, nomeadamente o responsável da Samsung, Jay Y. Lee.

Após cinco horas de interrogatório, um elemento do gabinete da procuradoria indicou à agência Reuters que a ex-Presidente mostrara boa vontade, mas não explicou que questões lhe foram colocadas, nem quais as respostas que deu ou quais as acusações de que poderá ser alvo.

Centenas de pessoas manifestaram-se a seu favor junto à sua casa em Seul, quando saiu esta terça-feira para prestar declarações.

Os seus opositores também se têm manifestado em Seul ao longo dos últimos meses.

Park fez-se acompanhar por dois dos seus advogados a esta sessão do inquérito que ocorre após ter sido destituída, este mês, em sequência do processo de impugnação (impeachment) apresentado no parlamento em dezembro.