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Internacional

ONU investiga o modo como Austrália lida com os aborígenes

Mark Kolbe/GETTY

Os aborígenes e ilhéus do Estreito de Torres são apenas 3% da população, mas apresentam taxas desproporcionalmente altas de suicídio, abuso de álcool, violência doméstica e detenções

Críticas pelo modo como a Austrália tem lidado com a população indígena surgiram esta terça-feira, na altura em que uma investigadora das Nações Unidas examina o impacto da ação do Estado sobre comunidades remotas.

A investigadora das Nações Unidas, Victoria Tauli-Corpuz, começou esta semana uma viagem de 15 dias pela Austrália para analisar o impacto das medidas instituídas em 2007 para combater o abuso do álcool, a violência doméstica e a melhoria das condições de saúde.

A visita insere-se na tentativa da Austrália ser aceite como membro do Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

“A visita especial da investigadora ocorre na altura em que nós estamos a ouvir relatos devastadores de jovens brutalizados pelo sistema de justiça para menores”, afirmou Tammy Solonec, responsável da Amnistia Internacional para os Direitos Indígenas da Austrália.

“O primeiro-ministo (Malcolm) Turnbull tem que mostrar a liderança estatal e delinear um plano nacional para lidar com o problema”, acrescentou.

Os aborígenes e ilhéus do Estreito de Torres são apenas 3% dos 23 milhões de pessoas que vivem na Austrália, mas apresentam taxas desproporcionalmente altas de suicídio, abuso de álcool, violência doméstica e detenções.

Tauylo-Corpuz irá investigar os assuntos relacionados com as condições de detenção de indígenas, direitos à terra, a violência contra mulheres e o elevado número de crianças retiradas dos seus lares e elaborar um relatório que será apresentado em setembro.

A Austrália tem sido alvo de inúmeras críticas ao modo como lida com a sua população indígena, lançadas pelos 47 Estados membros do Conselho dos Direitos Humanos da ONU.